Escolher um representante da própria região e, separadamente, votar em um partido é a lógica do voto distrital misto, modelo defendido pelo vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira (PSD). Na avaliação dele, a mudança poderia aproximar o Legislativo das comunidades e favorecer a representação das diferentes realidades do estado. “A política precisa estar cada vez mais próxima do cidadão”, afirmou. A proposta combina a escolha de candidatos por distritos eleitorais com uma parcela de representação vinculada à votação partidária.
O debate ganhou novo encaminhamento na quarta-feira (28), quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a intenção de discutir e votar a mudança ainda em 2026. Segundo a Agência Câmara, o planejamento apresentado prevê transição em 2030 e implantação em 2034. A alteração dependerá da aprovação pelo Congresso e se refere às eleições legislativas, sem incluir a escolha de presidente, governadores ou prefeitos. Portanto, o anúncio representa uma proposta de mudança, e não uma regra já em vigor.



