A ausência de barreiras de proteção, o livre acesso do público à área de manobras e a falta de controle sobre os motociclistas foram apontadas pela Polícia Civil como fatores determinantes para a morte de Rosilene Coutinho dos Santos. A vítima foi atingida por uma motocicleta durante o “1º Enduro”, realizado em 11 de abril de 2026, em São Sebastião, no Bico do Papagaio, e morreu ainda no local.
Segundo o inquérito, o evento promovia manobras conhecidas como “grau” em via pública, embora a documentação apresentada ao município autorizasse somente som automotivo e interdição temporária de ruas. Imagens, depoimentos, laudo pericial e documentos oficiais indicaram que mesas, cadeiras e barracas estavam instaladas próximas ao espaço das apresentações. Rosilene entrou na área das exibições e foi atingida pela motocicleta conduzida por um adolescente de 17 anos.
Ao concluir a investigação, a Polícia Civil ratificou o indiciamento do organizador, identificado pelas iniciais J.G.S.F., por suposta participação no crime de exibição de manobra perigosa com resultado morte, conforme o artigo 308, parágrafo 2º, do Código de Trânsito Brasileiro, combinado com o artigo 29 do Código Penal. Para a autoridade policial, ele teria contribuído para a criação das condições de risco ao permitir a atividade sem autorização específica e sem medidas adequadas de segurança. O indiciamento não representa condenação, e a eventual responsabilidade criminal será analisada pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.





