A safra 2026/2027 exigirá atenção redobrada dos produtores do MATOPIBA, Pará, Rondônia e Mato Grosso. A previsão de permanência do El Niño até março, conforme cenário atribuído ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica possibilidade de chuvas irregulares e temperaturas elevadas. Essas condições podem reduzir a umidade do solo, dificultar o estabelecimento das lavouras e aumentar o risco de estresse hídrico em etapas decisivas das culturas.
O planejamento deve começar antes da semeadura, com acompanhamento frequente das previsões climáticas, escolha criteriosa da janela de plantio e adoção de práticas capazes de conservar água. Cobertura do solo, plantio direto, correção da fertilidade e desenvolvimento de raízes mais profundas ajudam a ampliar o aproveitamento da umidade disponível. No Pará e em Rondônia, a irregularidade das chuvas pode encurtar o período destinado às culturas sucessoras; no MATOPIBA, as primeiras precipitações deverão orientar o ritmo do plantio.
Em Mato Grosso, além da disponibilidade de água, o monitoramento de pragas como bicudo-do-algodoeiro, lagartas do gênero Spodoptera e percevejos deve permanecer entre as prioridades. Diante de um cenário variável, produtores, cooperativas e equipes técnicas podem fortalecer a prevenção compartilhando alertas climáticos e informações de campo. O clima não pode ser controlado, mas decisões antecipadas e ajustes feitos coletivamente podem reduzir perdas e aumentar a capacidade de resposta ao longo da safra.


