Café Biquito
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

AUGUSTINÓPOLIS: Polícia indicia suspeito pelo homicídio de Thiago Borges

13 de julho de 2024

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por intermédio da 13ª Delegacia de Polícia Civil de Augustinópolis, concluiu nesta sexta-feira, 12, o inquérito policial que apurava o homicídio do empresário Thiago Borges da Silva, fato ocorrido no último dia 16 de junho, no centro daquela cidade, e indiciou um indivíduo de iniciais O.F.P.S., 41 anos, pelo crime de homicídio privilegiado-qualificado.

O delegado Jacson Wutke explica que as investigações demonstraram que, inicialmente, o autor e a vítima estavam ingerindo bebida alcoólica e jogando baralho em um bar no centro da cidade, quando em determinado momento, houve um desentendimento entre ambos, em relação à determinada regra do jogo de baralho.

De um lado, Thiago acreditava que deveria receber o valor de R$ 20,00. Por sua vez, O.F.P.S. dizia que havia ocorrido um empate, logo, ninguém devia nada para ninguém. Pelo fato de a vítima não aceitar essa regra, a discussão ficou mais acirrada, oportunidade em que o proprietário do bar chegou e – tirando do seu próprio bolso – realizou o pagamento de R$ 20,00 para ele.

Na sequência, o proprietário do bar fechou o estabelecimento e determinou que todos fossem embora. Thiago saiu de carro e o autor, por sua vez, saiu empurrando a motocicleta que apresentava problemas mecânicos.

Poucos minutos após deixarem o estabelecimento, aproximadamente às 19h32, Thiago acabou encontrando O.F.P.S. em via pública, momento em que parou o seu veículo, desceu e, sem qualquer discussão, simplesmente desferiu um tapa no rosto do homem. Este, por sua vez, apenas e tão somente se afastou, não apresentando qualquer reação na hora.

Homicídio

Após ser agredido pelo empresário, o autor pediu carona para um amigo que o deixou em sua casa. Lá estando, pegou uma espingarda de fabricação artesanal e o veículo de sua mãe, deslocando-se para o centro da cidade.

Na Av. Goiás, aproximadamente às 20h30min, O.F.P.S. emparelhou o seu veículo com o de Thiago, afirmou que “seria a última vez que daria um tapa na cara de homem” e realizou um disparo de arma de fogo contra a sua cabeça.

Indiciamento

Após o crime, O.F.P.S. foi preso pela Polícia Civil em menos de 48 horas do crime. Com o aprofundamento das investigações, foi possível obter elementos probatórios suficientes acerca dos detalhes da empreitada criminosa. Por fim, a Polícia Civil decidiu indiciar o investigado pela prática do crime de “homicídio privilegiado e qualificado pelo meio que dificultou a defesa do ofendido”, tipificado pelo art. 121, parágrafos 1º e 2º, inc. IV, do Código Penal.

Ao comentar o caso, o delegado Jacson Wutke, responsável pelas investigações, explicou que a agressão gratuita praticada pela vítima contra O.F.P.S. foi levada em consideração durante as investigações, uma vez que restou mais que evidenciado que, nesse caso, o autor agiu sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima.

“Contudo, é certo que essa situação, apesar de amenizar a pena em eventual condenação, claramente não afasta a sua responsabilidade penal pela prática do grave crime. Ou seja, o autor responderá sim, pela prática do homicídio, inclusive, responderá por homicídio qualificado, pois a forma que ocorreu, principalmente pela surpresa do ato, impossibilitou a defesa da vítima”, complementou a autoridade policial.

Se for condenado pelo Tribunal do Júri, O.F.P.S., considerando o homicídio privilegiado-qualificado, poderá pegar entre oito anos a vinte e cinco anos de pena privativa de liberdade.

História anterior

Convenções Partidárias já podem ser realizadas no próximo sábado, dia 20

Próxima história

Janad Valcari avança na ALETO com Leis que beneficiam a população