Um contrato estimado em R$ 1.214.920 para a prestação de serviços funerários a famílias em situação de vulnerabilidade social entrou na mira do Ministério Público do Tocantins (MPTO). A contratação foi realizada pela Prefeitura de Xambioá por meio da adesão a uma ata de registro de preços originalmente firmada pelo Município de São Félix do Xingu, no Pará.
A investigação começou após representação apresentada pelo vereador Fellipe do Manchão. Entre os pontos questionados estão a quantidade de itens prevista diante da população de aproximadamente 10,7 mil habitantes, possíveis preços acima dos praticados na região para urnas funerárias e traslados e a necessidade de comprovar que a adesão à ata foi economicamente vantajosa para Xambioá.
O documento também cita suspeita de nepotismo indireto. A proprietária da empresa contratada, Sirlene Cardoso de Moraes, seria casada com Anderson Rodrigo Matos de Alencar, apontado na denúncia como suposto primo do prefeito Mayck Câmara. O vínculo familiar e a ocorrência de eventual favorecimento ainda precisam ser confirmados durante a apuração.
O MPTO já recebeu documentos encaminhados pelo município e solicitou uma análise técnica sobre os preços, as quantidades contratadas e a vantagem da chamada “ata carona”.



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