A quantidade de embarcações em atividade passou a ser o novo ponto de cobrança na travessia gratuita do Rio Araguaia entre Araguatins, no Tocantins, e Palestina do Pará. Usuários relatam que a Amazônia Navegações estaria utilizando apenas uma balsa, enquanto a segunda permaneceria parada boa parte do dia. A situação gera preocupação sobre a capacidade do serviço, especialmente nos horários de maior movimento.
A operação gratuita para veículos de pequeno porte começou após o protesto realizado no sábado (19), quando moradores bloquearam o acesso e cobraram o início do transporte custeado pelo Governo Federal. Pelo acordo anunciado, automóveis, motocicletas e outros veículos leves passaram a utilizar a Amazônia Navegações sem pagamento direto, enquanto caminhões e veículos de grande porte continuaram nas balsas da Pipes, mediante cobrança.
A Amazônia Navegações foi contratada emergencialmente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após a interdição da ponte da BR-230. O Contrato nº 447/2026 tem valor de aproximadamente R$ 17,4 milhões e vigência prevista até 5 de dezembro de 2026. A previsão divulgada quando as embarcações chegaram à região indicava travessia gratuita de passageiros e veículos durante 24 horas por dia, nos sete dias da semana.
A presença de uma balsa parada, isoladamente, não permite concluir que exista descumprimento contratual. Para essa avaliação, é necessário saber se o plano operacional exige as duas embarcações em funcionamento permanente, se uma delas atua como reserva técnica ou se há manutenção, vistoria ou restrição de segurança. Também precisam ser informados a capacidade de transporte, os intervalos entre viagens e os indicadores usados pelo DNIT para fiscalizar o serviço.
A Amazônia Navegações e o DNIT devem esclarecer quantas balsas estão aptas a operar, por que apenas uma estaria realizando a travessia e quando o serviço funcionará com sua capacidade integral, caso isso esteja previsto. Até que essas informações sejam apresentadas, condutores devem confirmar no local as condições de embarque, observar a fila correspondente ao porte do veículo e considerar possíveis esperas antes de seguir viagem.


