A retirada de grades instaladas nos acessos à Ponte Transaraguaia, na BR-230, teria permitido a passagem irregular de veículos pequenos entre Araguatins (TO) e Palestina do Pará (PA). Os relatos são de moradores da localizade, mas qualquer travessia está proibida: a interdição determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é total e vale para motocicletas, automóveis, caminhonetes e veículos pesados.
O bloqueio foi adotado após inspeções identificarem deterioração elevada em elementos responsáveis pela sustentação da ponte, especialmente blocos de fundação e pilares do trecho central. Mesmo um veículo leve provoca peso, deslocamento e vibração sobre a estrutura. Ignorar a barreira pode expor ocupantes e outras pessoas a acidente grave, queda no rio ou eventual colapso localizado, além de dificultar ações de resgate. O DNIT confirmou que a ponte precisará ser reconstruída.

Motoristas devem utilizar as balsas e os desvios oficialmente indicados. Entre as alternativas estão a BR-153, com travessia pela ponte entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA); a rota por Esperantina, com uso de balsa; e o percurso pelo Maranhão, através da BR-010, MA-125 e BR-222. Alguns trajetos incluem vias não pavimentadas, por isso é recomendável verificar previamente as condições das estradas e os horários das balsas.
As barreiras não devem ser removidas nem ultrapassadas, ainda que o acesso pareça livre. Quem presenciar a violação do bloqueio deve manter distância segura e comunicar o fato às autoridades rodoviárias, sem tentar abordar motoristas ou reinstalar as grades por conta própria. A redução do tempo de viagem não compensa o risco à vida nem a possibilidade de agravar os danos na ponte.


