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PA: Baenão vai ter capacidade limitada no domingo

24 de abril de 2012

No último jogo do Clube do Remo no Baenão, no dia 15 de abril, na segunda partida da semifinal contra o São Francisco, um grande sufoco se formou nos portões de acesso instantes antes do início do duelo. O número de entradas parecia não suportar o grande fluxo de pessoas que adentravam no estádio. Detalhe: todos os 12 mil ingressos disponíveis foram vendidos antecipadamente.

Passava pela vontade de alguns diretores azulinos transferirem o jogo do próximo domingo para o Mangueirão. Contudo, com a intenção de evitar um novo tumulto, em reunião no início da noite de segunda-feira (23), a diretoria do Leão tomou outra providência: decidiu que os números de ingressos para o próximo domingo serão reduzidos de 12 para nove mil. Além disso, os diretores aumentaram em R$ 10,00 o valor em relação ao último jogo no Evandro Almeida contra o Leão Santareno. Ou seja, os ingressos estão custando R$ 25,00 com direito a meia entrada.

“Não é que o Remo esteja se apequenando e nem querendo afastar o nosso torcedor, estamos exercendo nosso direito de jogar no Baenão”, justificou Hamilton Gualberto, vice-presidente de futebol do Remo, que também fez questão de ressaltar aos torcedores para evitarem entrar minutos antes da partida começar. “Pedimos para o torcedor, que gosta de tomar a sua cervejinha antes do jogo, que não demore a entrar. Com tudo isso sendo feito, acreditamos que não teremos nenhum outro problema”, explicou o vice-presidente. Pelo Estatuto do Torcedor, é proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios.

Fenômeno Azul ficou dividida

A decisão da diretoria dividiu opiniões entre os torcedores. Muitos procurados pela reportagem concordaram com o jogo no Baenão, mas não gostaram da diminuição no número de ingressos e com o preço mais caro. “Há muito tempo eles tentam levar o nosso time para baixo com contratações sem critérios e decisões mal tomadas. Agora, querem afastar a torcida do nosso estádio? Isso é um absurdo”, desabafou Rodrigo Caio, 23, estudante.

Para ele, enquanto as bebidas não forem liberadas nos estádios, a grande maioria dos torcedores continuará adentrando somente minutos antes. “Eu não bebo, mas todos os meus amigos sim. Como vou com eles, sempre os espero para não entrar só. Isso é normal”, conta.

Para Ricardo Mavin, 28, farmacêutico, o grande problema é a falta de segurança. “Se o estádio tivesse mais segurança com mais policias e melhor infraestrutura do estádio, podia se deixar a capacidade máxima e o preço um pouco mais caro. Não precisava tomar uma decisão dessas”, disse. A diretoria azulina garante que enviará hoje ao Comando de Policiamento da Capital toda a documentação necessária para solicitar o número de policiais que vão fazer a proteção da partida.

O azulino Jef Diaz concordou com a medida dos cartolas, sobretudo, pela arrecadação. “Acho justo. O Baenão tem uma capacidade pequena e o Remo precisa levantar grana”.   (Diário do Pará)

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