Uma coincidência de nomes manteve o pedreiro Ademilton de Jesus Siqueira preso por quatro dias em Marabá, segundo a defesa. Detido no domingo (6), quando se preparava para viajar a Minas Gerais em busca de trabalho, ele foi libertado nesta quinta-feira (10), após a apresentação de documentos que demonstraram que o mandado expedido pela Justiça de Mato Grosso do Sul se referia a outra pessoa, procurada por tráfico de drogas.
Embora tenham o mesmo nome, os registros apresentados pelos advogados Samuel Cardoso e Sara Regina apontam diferenças de nascimento, profissão, identidade, fotografias e assinaturas. O homem detido nasceu em Icoaraci (PA), em 29 de junho de 1983, tem documento paraense e trabalha como pedreiro. Já o alvo do mandado nasceu em Nioaque (MS), em 22 de julho de 1972, possui outro RG e aparece no processo como tratorista. Para a defesa, a comparação das impressões digitais poderia ter esclarecido a divergência com maior rapidez.
Os advogados afirmam que o caso passou por diferentes instâncias da Justiça paraense antes de ser levado diretamente ao juízo responsável pelo mandado, em Campo Grande. A prisão interrompeu a viagem de Ademilton e teria comprometido sua renda e o sustento familiar. A defesa informou que pretende buscar, na esfera cível, eventual responsabilização do Estado pelos danos alegadamente provocados; qualquer indenização, entretanto, dependerá da análise judicial.


