A Coligação União pelo Tocantins poderá examinar os dados e os procedimentos de coleta de duas pesquisas eleitorais divulgadas pelo Jornal Correio do Povo Tocantinense no primeiro turno. O acesso foi determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) na quarta-feira (7) e abrange os levantamentos TO-05725/2026 e TO-05813/2026. A fiscalização permitirá conferir planilhas, mapas, relatórios de campo, registros eletrônicos e o sistema interno de controle utilizado nas pesquisas.
No caso da TO-05725/2026, o juiz Roniclay Alves de Morais estabeleceu dois dias para apresentação dos dados e, nos dois dias seguintes, acesso à sede ou filial da empresa para exame aleatório do material. O descumprimento, atraso ou embaraço poderá gerar multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil, além de eventual apuração de desobediência. Para a TO-05813/2026, a juíza Carolynne Souza de Macêdo Oliveira autorizou a conferência, incluindo registros coletados por tablets, mas rejeitou a aplicação antecipada de multa. Eventual descumprimento poderá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.
Os pedidos decorreram de questionamentos da coligação sobre a diferença entre os levantamentos e o resultado das urnas. Segundo o advogado Leandro Manzano, uma pesquisa apontou Vicentinho Júnior cerca de oito pontos percentuais à frente de Professora Dorinha, que terminou o primeiro turno na liderança. A equipe jurídica informou que analisará o material e avaliará novas medidas caso encontre inconsistências ou ilícitos. As decisões autorizam a fiscalização; não representam, por si só, reconhecimento de fraude ou manipulação.



