A troca de amostras de cabelo e pelos para fraudar exames toxicológicos obrigatórios de motoristas profissionais levou à condenação de seis pessoas em Palmas. Segundo a acusação apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema funcionou entre outubro de 2018 e julho de 2021 e permitia que usuários de substâncias psicoativas obtivessem resultados negativos nos testes exigidos para a CNH nas categorias C, D e E.
Apontada na investigação como líder do grupo e proprietária do Posto de Coleta Toxi Lab, Nara Seny Pereira Maranhão foi condenada a 13 anos, nove meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, por organização criminosa, falsidade ideológica, estelionato, corrupção passiva e corrupção de menores. Cleocy Pereira da Silva, proprietária de uma autoescola, recebeu pena de cinco anos e três meses, em regime semiaberto, por organização criminosa e estelionato.
José Francisco da Silva foi condenado a três anos e seis meses, enquanto Lyzihane Rodrigues Silva Maranhão, Mateus Monteiro Braga Filho e Rosana Magda Correa Gonçalves receberam penas de três anos cada, todos por organização criminosa. Para esses quatro réus, as penas de prisão foram substituídas por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana.
A investigação utilizou exames de DNA da Polícia Federal e perícia papiloscópica da Polícia Científica para comprovar a substituição do material biológico. Também foram encontrados envelopes de coleta preenchidos sem amostras, endereços falsos e uma mecha de cabelo armazenada. Após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso, a sentença prevê suspensão dos direitos políticos e outras consequências funcionais aplicáveis, incluindo restrições ao exercício de atividade delegada em autoescolas credenciadas pelo Detran-TO.


