A derrubada e o possível envenenamento de babaçuais ameaçam a renda e a segurança alimentar de famílias extrativistas do Bico do Papagaio, segundo representantes das quebradeiras de coco. A situação foi apresentada durante o projeto “Defensorias nos Babaçuais”, realizado na comunidade Cacheado, em Sampaio. A coordenadora de base do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Maria Conceição Barbosa, afirmou que a destruição das palmeiras retira o sustento de mulheres que dependem da atividade para manter suas famílias.
A programação aproximou serviços públicos de moradores que enfrentam dificuldades para se deslocar até os centros urbanos. Foram oferecidos atendimentos jurídicos, emissão da Carteira de Identidade Nacional e orientações da Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e órgãos municipais e estaduais das áreas de assistência social, saúde, educação, cultura, meio ambiente, agricultura e desenvolvimento rural. A maior parte das demandas individuais esteve relacionada a registros públicos.
A iniciativa reúne as Defensorias Públicas do Tocantins, Maranhão e Piauí, com participação do MIQCB e atendimentos articulados também nos estados do Pará, Maranhão e Piauí. Além das necessidades individuais, a ação abordou direitos territoriais, preservação dos babaçuais, acesso a políticas públicas e proteção das comunidades tradicionais.
A próxima etapa será realizada em Palmas nos dias 4 e 5 de novembro, com o tema “Acesso à Justiça e Garantia dos Direitos Territoriais dos Povos e Comunidades Tradicionais”. Durante a agenda no Bico, a equipe também visitou a Casa do Mesocarpo, instalada no Projeto de Assentamento Santa Cruz, em Araguatins. O espaço beneficia 15 famílias que trabalham com o aproveitamento do coco-babaçu.


