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Equipes iniciam estrutura para pontos de embarque em balsas na travessia Araguatins-TO/Palestina-PA na Transamazônica

22 de maio de 2026

As obras de preparação dos pontos de embarque e desembarque das balsas no Rio Araguaia começaram nesta sexta-feira (22), com foco na retomada emergencial da travessia de veículos entre Araguatins, no Bico do Papagaio, e Palestina, na região de Carajás, no Pará, na rodovia Transamazônica (BR-230). Máquinas e equipes iniciaram os serviços de adequação das áreas que receberão o fluxo de automóveis, caminhões e motocicletas. A expectativa é que toda a estrutura fique pronta até este final de semana, permitindo o início da operação das balsas já na próxima segunda-feira (25).

A medida ocorre após semanas de pressão de moradores, empresários e lideranças políticas, agravadas pela interdição total da Ponte Transaraguaia, na BR-230. Desde o bloqueio da estrutura, considerado necessário após laudos apontarem comprometimento estrutural grave nos pilares e fundações, a região passou a enfrentar dificuldades no transporte de mercadorias, deslocamento de trabalhadores, acesso a serviços de saúde e circulação entre Tocantins e Pará. Em muitos casos, moradores passaram a utilizar pequenas embarcações para atravessar o rio, aumentando preocupações relacionadas à segurança da travessia.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou anteriormente que a operação emergencial das balsas deve começar inicialmente mediante cobrança, até que seja concluído o processo administrativo para implantação do serviço gratuito. O órgão também confirmou a abertura de chamamento público para definição da empresa responsável pela operação. As balsas já estão posicionadas nas margens do Rio Araguaia aguardando apenas a conclusão da infraestrutura necessária para iniciar o atendimento à população.

Enquanto a construção de uma nova ponte segue prevista para entrar em fase de licitação, a retomada parcial da travessia é vista por comerciantes e moradores como uma alternativa imediata para reduzir os prejuízos econômicos acumulados nas últimas semanas. Empresários da região relataram perdas expressivas no faturamento após a paralisação da principal ligação rodoviária entre o Bico do Papagaio e a região de Carajás, cenário que já provocou redução de equipes, férias coletivas e demissões em alguns setores comerciais.

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