Professora Dorinha (União Brasil) recebeu quase o dobro dos recursos públicos destinados à campanha de Vicentinho Júnior (PSDB), seu adversário no segundo turno para o Governo do Tocantins. Até esta quarta-feira (14), os repasses à candidata somavam R$ 8.815.463, enquanto o tucano havia recebido R$ 4.507.300. A diferença é de R$ 4.308.163, equivalente a um volume aproximadamente 95,6% maior para Dorinha.
Os valores são provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário. Conhecido como Fundão Eleitoral, o FEFC é abastecido por dotações do Orçamento da União e utilizado exclusivamente em campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) distribui os recursos aos partidos, conforme critérios legais relacionados aos votos e à representação parlamentar. As legendas definem os repasses aos candidatos, respeitando as regras de destinação.
Já o Fundo Partidário financia as atividades permanentes das siglas, como manutenção de sedes, despesas administrativas e serviços profissionais, mas também pode custear campanhas eleitorais. Sua composição inclui recursos orçamentários da União e multas eleitorais, entre outras fontes previstas em lei. Os repasses ocorrem mensalmente, inclusive fora dos anos de eleição, e o acesso depende do cumprimento da cláusula de desempenho pelos partidos.
Somadas, as duas candidaturas receberam R$ 13.322.763 desses fundos até a data considerada. A comparação retrata os recursos recebidos, sem demonstrar quanto cada campanha efetivamente gastou ou discriminar os repasses exclusivos do segundo turno. A aplicação das verbas está sujeita à prestação de contas à Justiça Eleitoral, que examina a origem dos recursos e a regularidade das despesas.



