Compartilhar a ração entre cães e gatos pode comprometer o equilíbrio nutricional dos animais quando isso vira rotina. As duas espécies precisam de alimentos formulados para suas necessidades, que variam também conforme a fase da vida e as condições de saúde. Os felinos, em especial, podem desenvolver deficiências ao receber continuamente alimentos destinados a cães.
Uma das diferenças está na taurina, nutriente que os gatos precisam obter em quantidade suficiente pela alimentação. Sua deficiência pode provocar lesões na retina e uma doença que enfraquece o músculo cardíaco, chamada cardiomiopatia dilatada. Os cães geralmente conseguem produzir taurina a partir de outros aminoácidos, embora fatores individuais e nutricionais possam interferir nesse processo.
Os gatos também dependem da alimentação para receber ácido araquidônico, uma gordura essencial ao organismo que os cães conseguem produzir com maior facilidade. Segundo Guilherme Martins Contiero, executivo de vendas externo da MCassab Nutrição e Saúde Animal, o desenvolvimento das rações exige avaliar a qualidade das matérias-primas, o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo e o equilíbrio entre os aminoácidos, além do percentual de proteína indicado na embalagem.
Para os tutores, a escolha deve considerar um alimento completo e balanceado para a espécie e a fase de vida do animal, com orientação veterinária quando houver necessidades específicas. A avaliação da dieta também leva em conta peso, atividade física, doenças e os demais alimentos oferecidos ao pet, ajudando a ajustar a alimentação às condições de cada cão ou gato.



