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BABAÇULÂNDIA: BRK Ambiental é pressionada a retomar obras de esgoto, após esgoto continuar sendo lançado in natura no Rio Tocantins

24 de julho de 2025

Apesar de contar com uma concessão para prestação dos serviços de saneamento, a cidade de Babaçulândia, no norte do Tocantins, segue sem um sistema de esgotamento sanitário em funcionamento. Com cerca de 7,8 mil habitantes e potencial turístico voltado para praias de rio, o município tem seu esgoto despejado diretamente no Rio Tocantins, sem qualquer tipo de tratamento. A situação levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a convocar uma reunião com representantes da prefeitura, da Câmara Municipal, do Consórcio Estreito Energia (Ceste) e da BRK Ambiental, empresa responsável pela concessão dos serviços de água e esgoto.

O encontro, realizado na quarta-feira (23), teve como foco discutir a retomada das obras do sistema de esgotamento sanitário, que haviam sido interrompidas após o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) suspender a licença de instalação. O motivo: um questionamento feito pela própria prefeitura, que paralisou um projeto em estágio avançado, com rede coletora já implantada. O imbróglio burocrático expõe a fragilidade da articulação entre os entes envolvidos — e levanta dúvidas sobre o comprometimento da BRK com o cumprimento de suas obrigações contratuais.

Segundo o MPTO, o projeto técnico prevê o lançamento de esgoto 100% tratado por meio de um emissário a 700 metros da margem do lago, o que estaria de acordo com os padrões ambientais. Ainda assim, a necessidade de audiência pública para esclarecimentos à população e a suspensão imediata do lançamento de dejetos no lago foram impostas como medidas mínimas. A pergunta que fica é: como uma cidade que firmou um acordo há seis anos ainda não tem o serviço básico de esgotamento funcionando?

A atuação do Ministério Público pressiona a BRK e demais envolvidos a darem uma resposta efetiva à população. Resta saber se os compromissos assumidos serão, de fato, retomados com a celeridade exigida por um problema que já se arrasta há anos e que expõe tanto os moradores quanto o meio ambiente aos impactos de um serviço essencial negligenciado.

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