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Responsáveis por garimpo ilegal em Terra Indígena Ianomâmi são alvos da PF

26 de novembro de 2020
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Crassa contra exploração ilegal de diamantes na Terra Indígena Cinta Larga e na Reserva Roosevelt em Rondônia. No total são cumpridos 53 mandados de busca e apreensão no interior de Rondônia, São Paulo, Roraima, Paraná, Piauí, Mato Grosso, Minas Gerais e Distrito Federal.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta, 26, a Operação Rêmora, que visa desarticular uma associação criminosa suspeita de coordenar atividade de garimpo ilegal na Terra Indígena Ianomâmi, na Amazônia.

A pedido da 1ª Vara da Justiça Federal, em Roraima, três mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos após manifestação favorável do Ministério Público Federal.

Segundo a PF, as investigações foram iniciadas em 2018, “após uma ação do Exército abordar suspeitos que estariam levando pessoas, mantimentos e materiais diversos em um caminhão para áreas de garimpo às margens do rio Uraricoera”.

Duas pessoas são suspeitas de serem responsáveis pela exploração de garimpo ilegal localizado na área Ianomâmi. A PF informou que elas contariam com maquinário e balsas para a extração de ouro na região, recrutando e gerenciando garimpeiros e mergulhadores em suas atividades.

Há suspeitas de que elas seriam responsáveis também pela logística e pelo envio de insumos e materiais, como combustíveis, alimentos e equipamentos de forma a viabilizar tais práticas por outros garimpeiros da região. Entre eles, um terceiro suspeito que foi alvo da operação de hoje.

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