No entorno do poder estadual, o ex-prefeito de Araguaína e ex-candidato ao governo em 2022, Ronaldo Dimas (Podemos), intensifica movimentações para buscar espaço na composição da chapa majoritária ligada ao Palácio Araguaia. Com 22% dos votos válidos na última disputa estadual para governador, aliados de Dimas sustentam que ele mantém capital eleitoral relevante e capacidade de agregar votos em um cenário que começa a se desenhar para 2026. Aliados apontam ainda um fator estratégico: a ausência, até o momento, de um nome com forte identificação na região Norte e no Bico do Papagaio, o que poderia ampliar o alcance territorial da chapa.
O cenário, no entanto, não é simples. A base governista já concentra três nomes colocados para o Senado — Eduardo Gomes (PL), Eli Borges (Republicanos) e Carlos Gaguim (União Brasil) — o que torna a equação política mais complexa e eleva a disputa interna por espaço. A eventual entrada de Dimas como quarto postulante exigiria rearranjos delicados, tanto partidários quanto regionais.
No centro das negociações, permanecem questões ainda em aberto: haverá espaço para acomodar mais um nome sem gerar fissuras na base? e até que ponto o critério regional pode pesar diante das alianças já consolidadas?





