O bicudo-do-algodoeiro, os percevejos da soja e do milho e a cigarrinha-do-milho são os alvos do Sucessor, inseticida lançado pela UPL Brasil em 5 de outubro. A formulação combina etiprole e bifentrina e atua por contato e ingestão, conforme a bula disponibilizada pela fabricante. A proposta da empresa é reunir rapidez de ação e proteção residual para o manejo dessas pragas.
Segundo a UPL, testes realizados durante o desenvolvimento identificaram ação de choque entre 30 minutos e uma hora após o contato com os insetos. A companhia atribui o desempenho à tecnologia de formulação Blast, criada para permitir a combinação dos ingredientes ativos, e afirma que o efeito residual ajuda a reduzir reinfestações. As alegações de eficácia são da fabricante, que informa ter investido mais de dez anos em pesquisas e avaliações em diferentes regiões do país.
Antes do lançamento oficial, o produto foi apresentado a cerca de 200 cotonicultores em um encontro promovido pela ORÍGEO em 23 de setembro, durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte. A empresa, formada por Bunge e UPL, reuniu produtores para discutir desafios da cotonicultura e alternativas de manejo. De acordo com o gerente de inseticidas da UPL Brasil, Leandro Valerim, demandas relatadas pelos agricultores orientaram o desenvolvimento da solução.
Para o produtor, a escolha e o uso do inseticida devem seguir orientação agronômica e as condições previstas na bula para cada cultura e praga. O documento estabelece limites de aplicações, intervalos e restrições, incluindo a proibição de uso durante a floração devido ao risco para abelhas. Também recomenda alternar mecanismos de ação para reduzir a seleção de insetos resistentes. A comercialização exige receituário agronômico.



