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IGEPREV nega aplicação no BVA, Ministério discorda

19 de novembro de 2013

Contrariando uma informação repassada pelo Ministério da Previdência Social (MPS), o governo estadual, a partir de uma nota enviada à imprensa pelo secretário estadual de Administração, Lúcio Mascarenhas, negou ter investido R$ 4 milhões em um fundo com papéis do Banco BVA, justamente no dia que o banco sofria intervenção do Banco Central. O MPS destaca o investimento, feito a partir do “fundo gerenciado pela Totem Corretora”, conforme nota enviada à imprensa ontem.

Sem explicar destino do restante do dinheiro, gestão afirma que “somente” foram aplicados R$ 286 mil em fundo com papéis do banco liquidado.

Entretanto, auditoria especial do MPS, do dia 4 de outubro, aponta que, na verdade, o investimento foi feito no Totem Fundo de Investimento Renda Fixa. “Na verdade a nota está errada. Totem era o fundo de investimento. A corretora é a BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM”, informou o secretário.

De acordo com Mascarenhas, não foram investidos, diretamente no BVA, “nenhum tostão do IGEPREV. Nós (IGEPREV) temos (dinheiro investido) em papéis que estão em outros fundos”.

O secretário Mascarenhas, entretanto, mesmo presidindo o Conselho de Administração do IGEPREV, afirma não contar com detalhamento dos investimentos que ateste que só 7,15% dos R$ 4 milhões foram aplicados em papéis do banco liquidado. “O conselho só decide a política de investimento”, disse.

Dinheiro perdido

Na auditoria realizada no IGEPREV, o MPS vai além. Mostra que apenas um dia após o IGEPREV aportar os R$ 4 milhões, o fundo Totem perdeu R$ 921 mil reais, prejuízo dividido com outros dois cotistas. (Jornal do Tocantins)

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