Com a China concentrando cerca de 77% das vendas semanais de soja dos Estados Unidos, os contratos futuros da oleaginosa recuperaram valor na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (22). O avanço ocorreu após a divulgação de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que registraram aproximadamente 2,84 milhões de toneladas em vendas líquidas para a temporada 2026/27 na semana encerrada em 15 de outubro, ante 574,9 mil toneladas na semana anterior.
O contrato com vencimento em novembro de 2026 fechou a US$ 12,53 por bushel, alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%. Os demais vencimentos também avançaram: janeiro de 2027 encerrou a US$ 12,6475; março, a US$ 12,7150; e maio, a US$ 12,7875. A recuperação interrompeu a trajetória recente de queda, em um pregão no qual os números das exportações deram sustentação às cotações.
As vendas destinadas à China somaram aproximadamente 2,18 milhões de toneladas. Esse volume, porém, inclui transferências de negócios anteriormente registrados para destinos não identificados e, portanto, não corresponde integralmente a novas compras realizadas na semana. Já os embarques efetivos de soja americana chegaram a cerca de 2,02 milhões de toneladas, crescimento de 75% na comparação semanal. A distinção é importante: vendas registram compromissos comerciais, enquanto embarques representam o produto efetivamente enviado ao exterior.
Do lado da oferta, a colheita americana alcançava 64% da área até 18 de outubro, mantendo a entrada de novos volumes no mercado. No Brasil, o plantio da safra 2026/27 atingia 30,1% da área estimada, acima da média de 26,4% dos últimos cinco anos, conforme a Conab. O ritmo das compras chinesas e as condições das lavouras sul-americanas permanecem entre os fatores acompanhados para avaliar os próximos movimentos dos preços.



