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quinta-feira, julho 9, 2026
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COLETIVA DE IRAJÁ: Laurez diz que não participou da construção do anúncio de Ivanete e ressalta que evento não teve caráter institucional

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A entrevista concedida nesta quarta-feira (8) pelo vice-governador, presidente estadual do PSD e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira, à Folha do Bico, amplia o debate interno sobre a condução da estratégia eleitoral do partido para 2026. Pela primeira vez desde a coletiva realizada pelo senador Irajá Abreu na terça-feira (7), Laurez afirmou publicamente que não participou da construção do anúncio que apresentou Ivanete Pereira Silva Lima como pré-candidata ao Senado, ressaltando que o evento não teve caráter institucional e que a iniciativa “não reflete as deliberações atuais da legenda”.

Ao longo da entrevista, Laurez também reafirmou que o PSD mantém, oficialmente, o compromisso político firmado com o PT em torno da pré-candidatura de Paulo Mourão ao Senado, declarou que todas as decisões partidárias continuam sendo conduzidas em conjunto entre as direções estadual e nacional e reforçou que a legitimidade para coordenar a formação da chapa majoritária permanece sob responsabilidade da presidência estadual do partido. Embora reconheça que os acontecimentos possam gerar interpretações sobre divergências internas, o dirigente afirma que o PSD seguirá atuando sob uma diretriz única e que os “ruídos” serão superados por meio do diálogo.

  • FOLHA DO BICO – O senhor foi comunicado previamente sobre o anúncio de Ivanete Pereira Silva Lima como pré-candidata ao Senado pelo PSD ou tomou conhecimento apenas durante a coletiva de imprensa? Se tomou conhecimento antes, o senhor participou da construção dessa decisão ou ela foi tomada sem a sua participação?
  • LAUREZ MOREIRA – Por não se tratar de uma agenda institucional do PSD, não participei do evento e tampouco da construção dessa iniciativa, que não reflete as deliberações atuais da legenda.
  • FB – O senador Irajá afirmou que a indicação de Ivanete partiu do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Ele conversou com o senhor sobre essa situação?
  • LM – Todas as candidaturas até hoje estabelecidas foram dialogadas e aprovadas entre o nacional e a estadual. Qualquer alteração oficial que venha a ocorrer será informada pelo partido estadual, sempre em diálogo com a nacional. Neste momento, todas as tratativas já aprovadas permanecem inalteradas.
  • FB – Poucos dias antes, o senhor havia construído um entendimento político para que a segunda vaga ao Senado da chapa fosse destinada a Paulo Mourão, do PT. Esse acordo continua válido ou foi rompido após o anúncio de Ivanete?
  • LM – O compromisso firmado com as forças aliadas segue inalterado. O PSD mantém a pré-candidatura de Paulo Mourão ao Senado como a posição oficial e aprovada pelo partido. Continuamos dialogando firmemente com nossa base para consolidar e fortalecer esse projeto.
  • FB – Há hoje duas construções políticas diferentes dentro do PSD para a disputa de 2026 ou o partido ainda trabalha com uma estratégia unificada?
  • LM – O PSD trabalha sob uma diretriz única: a institucionalidade. O partido conduzirá suas estratégias com base no diálogo, no respeito mútuo e, acima de tudo, nas decisões soberanas da direção partidária.
  • FB – Caso a direção nacional mantenha a indicação de Ivanete, isso altera as negociações que o senhor vinha conduzindo com partidos aliados, especialmente o PT?
  • LM – Vamos continuar trabalhando com as decisões já construídas e aprovadas pelo partido. O cenário permanece inalterado.
  • FB – Depois dos anúncios feitos por Irajá, haverá uma reunião entre o senhor, o senador e a direção nacional do PSD para definir, oficialmente, quem terá legitimidade para conduzir a formação da chapa majoritária?
  • LM – A legitimidade para conduzir o processo eleitoral no estado está legal e politicamente estabelecida. Como presidente estadual do PSD Tocantins, sigo integralmente focado no cumprimento desta missão que me foi confiada, sem qualquer alteração nessa governança.
  • FB – O eleitor pode interpretar os acontecimentos desta terça como um sinal de divisão interna no PSD. O partido vive uma divergência política sobre a montagem da chapa de 2026 ou essa situação será superada nos próximos dias?
  • LM – O PSD é um partido democrático, onde o diálogo faz parte da construção política. O partido superará os ruídos e seguirá unido para apresentar ao Tocantins um projeto sólido, maduro e majoritário.

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