A declaração de apoio do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) à pré-candidatura de Carlos Gaguim (União Brasil) aumentou a incerteza sobre o espaço de Eli Borges na disputa pelo Senado. Filiado ao mesmo partido do governador, Eli ingressou no Republicanos com o objetivo de concorrer ao cargo e chegou a ter seu nome confirmado pela legenda com o respaldo de Wanderlei.
Na entrevista gravada na quarta-feira (29), o governador afirmou que seu grupo votará em Gaguim e mencionou a amizade, a lealdade e a trajetória política do deputado federal. O movimento ocorre poucos dias depois de Eli Borges reafirmar que permanece pré-candidato ao Senado e descartar a possibilidade de concorrer a vice-governador ou buscar a reeleição para a Câmara.
O apoio a Gaguim não exclui formalmente Eli da disputa, pois cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado em 2026. A dificuldade política está na quantidade de nomes ligados à mesma base: além dos dois deputados, o senador Eduardo Gomes (PL) também integra o grupo que apoia Professora Dorinha ao Governo. Com somente duas escolhas disponíveis ao eleitor, Wanderlei terá de administrar interesses concorrentes dentro da aliança.
Para Eli Borges, a manifestação do governador amplia a pressão por uma definição clara do Republicanos e da coligação sobre quais candidatos receberão apoio prioritário. A pré-candidatura continua mantida, mas sua viabilidade dependerá das convenções partidárias, da composição da chapa majoritária e da capacidade de construir uma base própria caso o suporte do Palácio Araguaia seja dividido entre Gaguim e outros aliados.





