Com pouco mais de 18 mil habitantes e consolidada como uma das cidades mais influentes do Bico do Papagaio, Augustinópolis celebra nesta quinta-feira (14) seus 44 anos de emancipação política. A trajetória do município mistura pioneirismo, crescimento econômico e forte ligação com a história da ocupação do extremo norte tocantinense, transformando a cidade em referência regional em áreas como comércio, educação, saúde e serviços.
A origem de Augustinópolis remonta ao fim da década de 1950, quando Augusto Pereira Costa e sua família chegaram à região vindos do Maranhão em busca de oportunidades nas atividades agropecuárias. Após anos de dificuldades e exploração da mata, Augusto e outros companheiros encontraram uma área próxima a um olho d’água, local que passou a servir de ponto de moradia para diversas famílias. O povoado ficou conhecido inicialmente como “Centro do Augusto”, em homenagem ao pioneiro que auxiliava novos moradores na ocupação de terras destinadas ao cultivo agrícola.
Com o crescimento da comunidade e o fortalecimento das atividades agropecuárias, o povoado passou a ganhar estrutura urbana. A abertura de estradas para ligação com outras localidades impulsionou o comércio e facilitou o escoamento da produção rural. Em 1971, foi construída a primeira escola da localidade, ainda em um simples rancho de palha, tendo Manoel Marinho de Souza como primeiro professor. Poucos anos depois, já como vereador de São Sebastião do Tocantins, Manoel Marinho articulou a transformação do então “Centro do Augusto” em distrito, oficializado em 1976 com o nome de Augustinópolis — união entre o nome do fundador Augusto e a cidade de Tocantinópolis.
O desenvolvimento acelerado levou à emancipação política em 11 de maio de 1982, por meio da Lei nº 9.180, desmembrando o município de São Sebastião do Tocantins. Manoel Marinho de Souza tornou-se o primeiro prefeito eleito da cidade. Quatro décadas depois, Augustinópolis segue como um dos principais polos econômicos e administrativos do Bico do Papagaio, mantendo papel estratégico no norte do Tocantins e preservando uma história construída por migrantes, agricultores e famílias pioneiras que ajudaram a moldar a identidade da região.





