Sem dinheiro para voltar após viajar mais de dois mil quilômetros em busca de um relacionamento, o pedreiro araguatinense, Edimar Rocha Martins, de 49 anos, precisou de assistência em Belo Horizonte. Ele saiu de Imperatriz (MA) em 9 de outubro e chegou à capital mineira no domingo, 11, esperando encontrar uma mulher apresentada nas redes sociais como proprietária de uma fazenda. Segundo seu relato, descobriu que a personagem havia sido criada por inteligência artificial.
O perfil, identificado como “Jéssica Oliveira”, publicava vídeos com promessas de acolhimento e sustento para quem aceitasse morar na propriedade. Edimar afirmou que não recebeu pedidos de dinheiro, não forneceu chave Pix nem realizou transferências: o prejuízo relatado foi o gasto com a própria viagem. Sem endereço para o encontro, procurou informações nas ruas e pediu ajuda à Rádio Itatiaia.
O trabalhador recebeu alimentação, banho e orientação na Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. Após avaliação da equipe, foi providenciada uma passagem de ônibus para Augustinópolis, no Bico do Papagaio. O embarque ocorreu na terça-feira, 13 de outubro.
O episódio mostra que os prejuízos de uma interação enganosa podem ocorrer mesmo sem cobrança direta de dinheiro. Antes de organizar uma viagem, é importante verificar a identidade do contato por meios independentes, confirmar o endereço e compartilhar os planos com alguém de confiança. Vídeos realistas, mensagens afetuosas e grande número de seguidores, isoladamente, não comprovam que uma pessoa ou uma promessa sejam verdadeiras.



