A presença de sete parentes do prefeito Cleofan Barbosa Lima na administração de Angico passou a ser investigada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Conforme documentos apresentados ao órgão, o gestor confirmou que a esposa e seis sobrinhos ou sobrinhas integram a estrutura municipal. O procedimento preparatório apura possível nepotismo, favorecimento no preenchimento de cargos públicos e eventual ato de improbidade administrativa.
Como providência inicial, o MPTO recomendou o desligamento de cinco familiares no prazo de 15 dias e requisitou contracheques, controles de frequência, informações sobre lotação e documentos das contratações. O objetivo é verificar se os parentes nomeados ou contratados efetivamente exercem as funções e se os pagamentos são compatíveis com os serviços prestados. Também serão analisadas admissões temporárias realizadas sem processo seletivo.
Atos municipais indicam que João Henrique Barbosa Miranda Lima, Obarda Aparecida Alves Lima e Kalio Barbosa Guimarães ocupam cargos comissionados nas áreas de Transparência, Cultura e Obras Públicas. Fernanda Altina Rodrigues Lima Brito aparece como representante suplente da Assistência Social em um comitê municipal. A esposa do prefeito, Eliana Cássia da Silva Lima, exerce o cargo de secretária da Mulher, Cultura e Assuntos Políticos; por se tratar de função política, sua situação exige análise jurídica específica, tema discutido pelo STF no Recurso Extraordinário 1.133.118.
A apuração foi instaurada pela Portaria nº 5.387/2026, tramita sob o número 2026.0008010 e está sob responsabilidade do promotor Gilmar Pereira Avelino. Nesta fase, não há conclusão de que ocorreu nepotismo, favorecimento ou improbidade. O procedimento poderá ser arquivado caso as suspeitas não sejam confirmadas ou resultar em medidas administrativas e judiciais se forem encontradas irregularidades, assegurado aos citados o direito de apresentar esclarecimentos e defesa.


