Um vídeo publicado nesta quarta-feira (1º) pelo influenciador digital Bruno Mezenga movimentou as redes sociais e gerou grande repercussão em Araguatins, na região do Bico do Papagaio. Na gravação, ele afirma ter recebido informações de que uma jovem, que convive com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), estaria mantendo relações sexuais sem proteção com diversas pessoas do município. Segundo o influenciador, antes de tornar o caso público, ele buscou confirmar os relatos e afirmou ter investigado a situação, alegando que decidiu fazer o alerta por entender que havia interesse coletivo e risco à saúde pública.
Independentemente da veracidade das informações divulgadas, especialistas em saúde reforçam que situações envolvendo possíveis infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) exigem responsabilidade, prevenção e respeito à privacidade das pessoas envolvidas. O uso correto do preservativo continua sendo a principal forma de reduzir o risco de transmissão do HIV e de outras ISTs durante relações sexuais. Além disso, quem acredita ter sido exposto ao vírus deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Em casos recentes de exposição, é possível iniciar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), tratamento que deve ser iniciado preferencialmente em até 72 horas após o contato de risco. Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade à infecção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Também é importante esclarecer que HIV e AIDS não são a mesma coisa. O HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico, enquanto a AIDS é a fase mais avançada da infecção, quando o organismo apresenta comprometimento significativo das defesas naturais e podem surgir doenças oportunistas. Atualmente, graças ao tratamento com medicamentos antirretrovirais, pessoas que vivem com HIV podem manter boa qualidade de vida, controlar a carga viral e, quando atingem carga viral indetectável de forma sustentada, não transmitem o vírus por via sexual — conceito conhecido como “Indetectável = Intransmissível” (I=I).
Diante da repercussão do caso, profissionais de saúde alertam que a prevenção, a testagem periódica, o acesso ao tratamento e o combate à desinformação e ao estigma continuam sendo as medidas mais eficazes para proteger a população.






