Quase um ano após o plebiscito que evitou a divisão do Pará, o separatismo está polarizando as eleições em Marabá e Santarém, cidades cogitadas para se tornarem capitais, respectivamente, dos Estados de Carajás e Tapajós.
Nesses municípios, mais de 90% dos eleitores votaram a favor dos novos Estados. Como o governador Simão Jatene (PSDB) se opôs à divisão, candidatos a prefeito apoiados por ele estão sendo acusados de também serem contrários ao desmembramento.
Em Marabá, a campanha de João Salame Neto (PPS), que faz oposição ao governador, está toda apoiada na questão separatista.
Ele presidiu a frente pela criação de Carajás durante o plebiscito e sua propaganda o caracteriza como “prefeito do sim” (voto favorável à divisão na votação).
A propaganda eleitoral de Salame Neto atribui a derrota ao governador: “Jatene conseguiu adiar o nosso sonho e pretende adiar ainda mais. […] Quem está do lado de Jatene não pode estar do lado da nossa luta”.
O candidato de Jatene em Marabá é Sebastião Miranda (PTB). Acuado pelas críticas, ele usou um programa inteiro para dizer que é favorável à divisão do Pará. “Aqui todos nós somos favoráveis.”
O tema também é frequente em Santarém. Um panfleto anônimo foi distribuído em carreata do candidato apoiado por Jatene, Alexandre Von (PSDB), com foto dos dois e as palavras “Não e não”.
A equipe da rival de Von, a petista Raimunda Lucineide, negou a autoria do panfleto.
A campanha dela, porém, exibiu depoimento do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) em que ele cita Jatene como “grande carrasco de nossos sonhos”. “Esse homem não merece agora querer colocar prepostos nas prefeituras da região”, diz.
Para se defender, o tucano Von se definiu no horário eleitoral como “defensor intransigente da criação do Estado do Tapajós”.
Em meio ao clima acirrado, o governador não foi fazer campanha nas duas cidades. Procurada, sua assessoria diz que os ataques são “naturais”.
Paralelamente à eleição, lideranças políticas das duas regiões continuam articulando um novo plebiscito. Eles querem mudar a legislação para que sejam ouvidos apenas os moradores das duas regiões, e não a população de todo o Pará, como ocorreu.
No resultado final do plebiscito, realizado em dezembro de 2011, 66,6% dos paraenses que votaram escolheram “não” para a criação do Estado de Carajás e 66% votaram contra a criação do Tapajós. (Folha Online)



O plebiscito ocorrido no dia 11 de dezembro de 2011, deve ser anulado imediatamente, além de voltar a pauta novamente, junto com os demais projetos de criação de novas unidades federativas em outros cantos do país que teremos pela frente! A apuração absoluta desses votos é injusta, inconstitucional e antidemocrática, já que não houve um coeficiente individual pra 3 partes envolvidas ou senão que esse plebiscito fosse realizado apenas com a participação dos separatistas, isto é, sem o envolvimento de Belém e região (Estado-tronco – interessados apenas em continuarem administrando as riquezas e impostos arrecadados dos separatistas, sem lhes dá nada em troca, a não ser como sempre: o descaso e o abandono público). Quem decidiu de fato pela não divisão foram Belém e região e isso em detrimento a desvantagem esmagadora sobre os votos minoritários dos separatistas. Vale lembrar que foi atendendo a solicitação dos povos de Carajás-Tapajós e também por se tratar de um projeto que é mais antigo do que a fundação de Brasília (tramitando há mais de 70 anos no congresso e no Senado) que o poder público veio a realizar esse pleito. São os povos de Carajás-Tapajós quem devem de fato decidir essa questão e não a opinião de Belém!