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Trabalhadores expulsos de reserva no MA reclamam de demora do Incra

8 de julho de 2014

untitled-2Agricultores despejados de reserva indígena Auaguajá, no Maranhão, reclamam de demora do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no reassentamento. Um grupo de 50 famílias está há 60 dias acampado na Fazenda Jaguaribe, no município de Pedro do Rosário, no noroeste do Maranhão. A fazenda foi indicada pelo Capós o despejo ocorrido em fevereiro deste ano.

“Eu deixei a roça, deixei mandioca, deixei meu barraco que eu morava, tudo ficou para trás”, conta João de Deus, um dos 427 trabalhadores despejados. As terras onde os agricultores viviam, sem o título de posse, fazem parte de uma reserva indígena. Logo, Justiça Federal considerou que a ocupação era irregular.

Segundo o Incra, do total dos trabalhadores retirados da reserva, a metade se enquadrava no perfil de beneficiários da reforma agrária. Para estas pessoas, o Governo prometeu áreas de reassentamento, como a fazenda Jaguaribe. “O que prometeram para nós é que se a gente saísse de lá, nós iríamos para um assentamento com casas, estradas, colégios, igreja e depois tudo mudou e saímos de lá sem direito à nada”, explica o agricultor José de Oliveira.

A ansiedade é tanta que a maioria dos agricultores está perdendo a paciência e ameaça voltar para a terra dos índios. “Se o Incra não assentar, nós vamos voltar para nossas terras, porque eu tenho sete filho para criar e estou sem nada”, conta o agricultor Celso Araújo.

Em nota, o Incra informou que a Fazenda Jaguaribe está em fase final de desapropriação e só depois disso será criado o assentamento, mas não deu prazo para que isso ocorra. (G1 MA. Foto:  Reprodução/TV Mirante).

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