O Ibama multou em mais de 3 milhões de reais, o deputado federal Júnio Coimbra (PMDB), por destruir com uso de fogo 153 hectares de floresta nativa amazônica em regeneração na fazenda Vale da Cachoeirinha, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, em São Félix do Xingu, no Pará.
Apesar de ter sido eleito por Tocantins, estado onde mora, o parlamentar é pecuarista no sudoeste paraense. Segundo declarou à Justiça Eleitoral, possui na região 800 cabeças de gado e a fazenda, avaliada em R$ 2 milhões.
Além de multado, Coimbra Júnior teve cinco motosserras apreendidas pela fiscalização ambiental. Os fiscais também embargaram todas as atividades que impedem a regeneração da floresta na área queimada ilegalmente na propriedade, principalmente a pecuária.
Operação
Desde março, o Ibama combate desmatamentos ilegais em São Félix do Xingu, município líder em desmates no Pará. A fazenda Vale da Cachoeirinha chamou atenção dos fiscais na última terça-feira (26), quando identificaram por imagens de satélite um grande foco de calor no local. Ao se aproximar de helicóptero da APA Triunfo do Xingu, os fiscais constataram a grande coluna de fumaça da queimada. ‘A floresta em médio estágio de sucessão estava sendo derrubada e queimada sem critério algum para ampliar a pastagem da fazenda’, conta o coordenador da operação Disparada, o analista ambiental Luciano Silva.
Reincidência
Raimundo Coimbra Júnior já foi autuado outras duas vezes por desmatamento pelo Ibama. As multas foram em 2005, mas ainda estão sendo contestadas pelo deputado. A primeira foi de R$ 436,9 mil, que o parlamentar tenta cancelar judicialmente, e a segunda, no valor de R$ 291,3 mil, teve recurso apresentado ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o que era possível à época.
Município líder em multas
A operação ‘Disparada’ já aplicou R$ 99 milhões em multas em cerca de cinco meses de fiscalização em São Félix do Xingu. Os fiscais também apreenderam 505,9 metros cúbicos de madeira serrada, 958 metros cúbicos do produto em tora, 33 motosserras, 24 caminhões, 13 tratores e duas caminhonetes, além de desmontar quatro serrarias ilegais. Até o momento, mais de 5 mil hectares de áreas desmatadas irregularmente foram embargadas. (Portal ORM)



veremos se ele realmente vai ser punido…pois já recorre de multas anteriores…um imbecil desses devia perder o direito sobre a propriedade,já que ele é reincidente!mas,ele vai se safar…como sempre acontece com os colarinhos brancos…infelizmente!!!!
Enquanto isso, a natureza chora o sumo verde da vida da floresta. É lamentável que crimes ambientais sejam praticados por quem deveria evitá-los, pois no Congresso Nacional, esses parlamentares deveriam propor medidas de defesa do meio ambiente nacional, inclusive o ambiente das suas propriedades, mas isso é apenas matéria para “Congressos e Seminários Ecológicos”. Se o Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos ambientais não focassem o valor das multas e ao contrário, empreendessem esforços no sentido de evitar o desmatamento irregular (desmedido), seja legal ou ilegal, a vida no planeta teria mais esperança. Aqui no Tocantins, os governos estão autorizando a cada ano, o desmatamento do cerrado em quase sua totalidade e isso é matança vegetal e animal, enquanto isso, as estatísticas de conformação estão esboçando o sucesso do crescimento da área plantada em eucalípito, a chamada floresta plantada. Isso é como se um certo governo resolvesse eliminar todas as pessoas pobres e doentes de um determinado território sob o pretexto de que determinado segmento social seria mais viavel que outro, então, o nosso cerrada está desaparecendo para dar lugar ao eucalípito que na visão dos capitalistas é mais lucrativo do que as frutas e plantas nativas que culturalmente alimentam as populações mais pobres. Tomara que a nossa Presidente do Brasil veja essa questão com mais cuidado e amor pela vida no Planeta. Muito obrigado a todos.
E pensar que votei nele. Fui enganado.
eta o trem ta pegando fogo mesmo.
Bem feito seu otário