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TOCANTINS: Dianópolis vira centro do tráfico de drogas no Sudeste

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23 de abril de 2010

Segundo o delegado Marcelo Falcão, mesmo com o sucesso da Operação Come Quieto que desmantelou quadrilha de traficantes, prendeu doze pessoas envolvidas na rede de viciados e fornecedores, “uma cidade tão pequena como esta e com problemas de tamanha monta, exige muito trabalho da polícia”. Ele considerou que o município, por ficar muito perto da divisa que não possui nenhum posto ou sistema eficaz de controle, é a rota principal dos fornecedores de droga da Bahia, que depois é distribuída em Almas, Porto Alegre, Natividade, Novo Jardim, Rio da Conceição, todos na região Sudeste, e até em Palmas.

Tudo é uma questão do preço e da procura que está aumentando. O crack, disse o delegado, vicia muito rapidamente, é barato, fácil de transportar e esconder e está compondo uma rede de pessoas que já foge do controle policial. O delegado lembrou que até comerciantes em Dianópolis estão mexendo com drogas.

Preços

Na Bahia, um papelote de duas ou três gramas custa R$ 3. Em Dianópolis, custa de R$ 8 a 10, dependendo da demanda e dos estoques da droga nas mãos de viciados e dos traficantes, segundo o delegado Falcão.

A rudimentar organização dos traficantes, que usam celulares roubados e até um aparelho de rádio amador, permitiu a polícia montar interceptações e “campanas” ( na gíria policial é quando o agente vigia um suspeito), que levaram ao traficante Sebastião Iris de Jesus, o “Índio”, que derrubou Lucimar Francisco de Oliveira e, como no jogo de dominó, as peças tombadas levaram mais dez pessoas.

Um cabeleireiro, o Edmar Santos; um dono de hotel, Walmir Batista de Melo, onde a polícia identificou ponto de crack e dez viciados. Um pen-drive também foi encontrado entre os objetos apreendidos. O pen-drive foi enviado à perícia para revelar seu conteúdo. Falcão acha que ali novas revelações produzirão fatos novos e outros desdobramentos na Operação Come Quieto que já interceptou 15 linhas telefônicas para chegar aos bandidos.

O delegado disse ter ficado espantado com os 3,2 quilos de maconha apreendidos com o chefão do tráfico, Lucimar Francisco de Oliveira. “A preferência pelo crack é muito maior. Uma pedra de crack produz uns dez papelotes de poucos gramas e o lucro é considerável”, disse o delegado. Ele descobriu que Lucimar é procurado por homicídio em Unaí-MG. O JTo tentou ouvir os acusados, que seguem presos na Casa de Prisão Provisória de Dianópolis, mas o delegado permitiu que fossem feitas apenas imagens deles. (Agenor Garcia – Jornal do Tocantins)

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Adaljida Venturi Carvalho
Adaljida Venturi Carvalho
15 anos atrás

oi eu sou jisa da cidade de Jacobina e estou precisando da ajuda de vocês é que tenho um primo ai em Tocantins ela estava morando em Dianopolis na rua Paraiba e esta desaparecido desde novembro ele saiu dezendo que vinha embora aqui pra Bahia e até agora não chegou aqui.Meus tios estão desesperados já estão dando ele como morto e nossa família esta toda preoculpada. O nome dele é Adriano Venturi de Jesus. Por favor se vocês ai do jornal tiverem alguma noticia sobre esse rapaz entrem em contato com migo pelo amor de Deus.

wilson alexandre
wilson alexandre
16 anos atrás

Muito bem elaborada a notícia, a gente lê e entende o enunciado. Um belo trabalho da Polícia Civil. É lamentavel que a lei de drogas despenalizou o usuário (pena branda). Se droga fosse boa seria vendido nos melhores chops, farmácia e lojas das cidades.

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