O prefeito de Tocantinópolis, Fabion Gomes de Sousa, afastou da secretária municipal de Educação, Marly Pereira Monteiro Fonseca, pelo prazo de até 90 dias, em cumprimento a decisão da 1ª Vara Cível do município. A medida foi oficializada por meio do Ato nº 155, de 16 de abril de 2026, e ocorre no contexto de uma investigação que apura possíveis irregularidades no uso de recursos públicos destinados ao transporte escolar.
De acordo com ação civil pública movida pelo Ministério Público do Tocantins, há indícios de um esquema que teria causado prejuízo inicial de R$ 439 mil aos cofres públicos, podendo alcançar cerca de R$ 681 mil após análise completa. As investigações apontam problemas no Pregão Eletrônico nº 001/2025, com suspeitas de direcionamento para favorecer a empresa LOCAR Empreendimentos Ltda., além de sobrepreço identificado por órgãos de controle e falhas que teriam restringido a competitividade do certame.
O processo também descreve pagamentos considerados irregulares, incluindo duplicidade na remuneração de motoristas — já prevista no contrato — e repasses sem licitação para terceiros. Há ainda relatos de favorecimento político na contratação de profissionais e uso de veículos reprovados em vistoria do Detran-TO, com falhas de segurança que, segundo os autos, colocavam estudantes em risco durante o transporte escolar.
Como parte das medidas judiciais, foram determinadas restrições patrimoniais por meio de sistemas como Renajud e CNIB, além de outras providências cautelares para assegurar eventual ressarcimento ao erário. Durante o afastamento da titular, a servidora Allyne Duarte Araújo foi designada para responder interinamente pela Secretaria de Educação. O caso segue em tramitação e ainda será analisado quanto ao mérito das acusações.






