Café Biquito
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

TOCANTINÓPOLIS: Com Mega-Sena falsa, bando provoca rombo de R$ 73 milhões na Caixa

4
18 de janeiro de 2014

Sem título

A Polícia Federal desencadeou neste sábado, 18, uma operação em três Estados para desarticular uma quadrilha que fraudou a Caixa Econômica Federal em mais de R$ 70 milhões no fim do ano passado.

De acordo com a PF, o banco disse que se trata da maior fraude já sofrida em toda sua história.

A fraude, segundo a PF, consistiu na abertura de uma conta corrente na agência da Caixa em Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, em nome de uma pessoa fictícia, para receber um prêmio falso da Mega-Sena no valor de R$ 73 milhões. A conta foi aberta no dia 5 de dezembro, segundo o delegado da PF, Omar Afonso de Ganter Pelow. O dinheiro foi transferido em seguida para diversas outras contas.

O agente da PF, Jorge Apolônio Martins, disse que esta foi a quarta vez que o golpe foi aplicado no Brasil. Em geral, o gerente da Caixa é cooptado pela quadrilha e confirma o recebimento do prêmio, transferindo o valor para uma conta dos fraudadores.

O gerente-geral da agência de Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, é suspeito de envolvimento no crime e está preso desde o dia 22 de dezembro.

Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, dez mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva (quando o suspeito é obrigado a depor na delegacia) nos Estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.

Entre os investigados está o suplente de deputado federal, Ernesto Vieira Carvalho Neto, do PMDB do Maranhão. Ele foi preso na tarde de sábado em uma estrada entre os municípios maranhenses de Carolina e Estreito.

De acordo com a PF, Carvalho Neto tentou fugir e foi capturado em um cerco feito com o apoio de policiais militares. O suplente foi levado para a prisão provisória de Araguaína-TO.

Carvalho Neto adquiriu um avião de pequeno porte há menos de um mês, e a PF suspeita que a compra tenha sido feita com dinheiro da fraude.

Os investigados pela operação devem responder pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público por funcionário do Estado), receptação majorada (de bem público), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de reclusão.

A Caixa já bloqueou as contas e recuperou cerca de 70% do dinheiro desviado.

A quadrilha está espalhada pelo Brasil, o que dificulta a investigação, informou a PF, que batizou a operação de Éskhara, nome que vem do grego e significa “escara”, uma ferida que nunca se cura.

Policiais federais do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo participaram da operação; ao todo, há mais de 65 agentes envolvidos.

A Caixa afirmou, em nota, que acionou a polícia assim que a fraude foi percebida e se disse à disposição da PF para colaborar com a investigação. (Leandro Aguiar)

Inscrever-se
Notificar de
guest
4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Michel
Michel
12 anos atrás

Os funcionarios da caixa economica são politicos? Botar culpa em ‘politico’ como se não fossem pessoas normais é burrice. O mundo é corrupto, as pessoas são corruptas. Tomara que esse caso sirva como mais um exemplo que as coisas estão mudando.

PROFESSOR ELCIMAR PESSOA
PROFESSOR ELCIMAR PESSOA
12 anos atrás

Futuca mais ai que pode ter mais gente envolvida pois os mercenários de Tocantinópolis não deixam passar nada despercebido, neste mato tem raposa, kkkkkk

MARCOS ROCHA
MARCOS ROCHA
12 anos atrás

Você já reparou mesmo que todo roubo tem sempre um político envolvido.

Afron
Afron
12 anos atrás

Tinha que ter um político corrupto envolvido ….

História anterior

TOCANTINÓPOLIS: Poço do povoado Ribeirãozinho começa ser perfurado

Próxima história

Profissionais debatem supervisão do Programa Mais Médicos no PA