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TO, PA e MA firmam parceria para otimizar atendimento na Saúde

15 de abril de 2013
Representantes das Secretarias Estaduais de Saúde do TO, PA e MA, reunidos em Palmas
Representantes das Secretarias Estaduais de Saúde do TO, PA e MA, reunidos em Palmas
Representantes das Secretarias Estaduais de Saúde do TO, PA e MA, reunidos em Palmas

O Tocantins, o Pará e o Maranhão vão oficializar a criação do TOPAMA, uma região de Saúde comum, localizada na região norte do Tocantins e no sul do Pará e do Maranhão. Secretários de Saúde desses três estados se reuniram em Palmas semana passada para discutir o que cada Estado tem a oferecer ao outro, para que a população receba o atendimento médico que procura por ser mais perto para si, para família, diz a diretora de Planejamento da Secretaria da Saúde, Maria Luiza Salazar.

Os estados precisam se articular para discutir estruturação física, aquisição de equipamento e implantação de novos serviços. O Banco Mundial vai liberar R$ 17 milhões, que serão investidos em reformas, qualificação profissional e compra de equipamentos para as unidades de Saúde da região TOPAMA. Cada Estado vai receber R$ 5.772.000 valor que ainda será liberado.

Sobre os serviços de atendimentos na região TOPAMA entre os anos de 2011 e 2012, na área ambulatorial, o Tocantins realizou 9.885 procedimentos de pacientes vindos do Pará e enviou para lá 1.596. Recebeu 18.972 do Maranhão e enviou apenas 691. Quanto ao serviço de internação o Maranhão encaminhou ao Tocantins 589 pedidos de internação e o Tocantins enviou pra lá 434 pedidos. O Pará enviou 1.640 pedidos de internação para cá, enquanto o Tocantins enviou ao Pará 196 pedidos.

Pacientes do PA e MA geram ônus de R$ 4 milhões ao TO

O encontro teve também o objetivo de definir o fluxo de atendimento entre os três estados e debater , reforma, qualificação profissional e aquisição de equipamentos para melhorar o atendimento nos hospitais de Araguaína e Augustinópolis (TO), Imperatriz (MA) e Marabá (PA).

Atualmente, a saúde pública do Tocantins tem um ônus anual de mais de R$ 4 milhões no atendimento a pacientes vindos do Pará e Maranhão. De acordo com a diretora de Gestão e Acompanhamento Estratégico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Maria Luiza Salazar, a macrorregião norte do Estado, que abrange o Norte e o Bico o Papagaio, vem há anos recebendo demanda de pacientes dos dois estados vizinhos. As razões da procura pelos hospitais do Tocantins vão desde a proximidade geográfica até a melhor estruturação da rede hospitalar do Estado. “O nosso Estado conseguiu se estruturar melhor que nossos vizinhos. Nós hoje atendemos a demanda de cinco milhões de pessoas, somando a região macronorte, o sudeste do Pará e do sudoeste do Maranhão”, salientou.

De acordo com dados apresentados pela Sesau ao Ministério da Saúde, entre atendimentos hospitalares e ambulatoriais, o Estado recebe anualmente pacientes oriundos de mais de 30 municípios do Pará e do Maranhão. Em termos de atendimento, entre 2011 e 2012 o Pará encaminhou mais de 11 mil pacientes ao Tocantins e o Maranhão, 19.663.

Em valores, o Estado gasta R$ 5.576.307,05 com esta demanda e recebe da União um repasse de R$ 700.000,00 para cobrir a despesa. “O Governo não quer negar o atendimento a nenhum paciente, independente da naturalidade. A ordem que temos é para atender a todos, mas a conta está pendendo para o Tocantins”, disse.

Desta forma, a divisão igualitária da verba do Banco Mundial proposta durante a reunião entre os estados não agradou à gestora de saúde do Tocantins. “Mesmo apresentando todos estes dados, o Pará e o Maranhão não abriram mão e não houve um consenso. Os R$ 17 milhões não resolvem este problema. De qualquer maneira, haverá outra reunião nos dias 20 e 21 de maio, para regularmos como serão feitos os atendimentos nas unidades de cada Estado. Vamos fechar os serviços que vamos ofertar. O que Marabá vai regular e o que Imperatriz pode oferecer”, explicou.

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