A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (6), a Operação Carta Marcada para investigar possíveis irregularidades em uma unidade ligada ao sistema de saúde indígena no Tocantins. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Bonfinópolis. As diligências ocorreram em endereços residenciais e funcionais vinculados aos investigados, com foco na coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e materiais considerados relevantes para o avanço das apurações.
Segundo a investigação, há suspeitas de fraudes administrativas, possíveis desvios de recursos públicos, falsificação de registros e irregularidades em procedimentos ligados à prestação de serviços de saúde destinados a comunidades indígenas. A operação busca esclarecer se as práticas investigadas comprometeram o funcionamento de políticas públicas voltadas a populações em situação de vulnerabilidade, além de interromper eventuais condutas ainda em andamento.
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, falsidade ideológica, fraude em licitação e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 28 anos de prisão. A Operação Carta Marcada integra ações permanentes de fiscalização sobre a aplicação de recursos públicos federais no Tocantins, especialmente em áreas consideradas estratégicas para atendimento social e assistência básica.





