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Superintendente vence “disputa” com Vicentinho e fecha agências do Ministério do Trabalho em Araguatins, Porto e Dianópolis

28 de janeiro de 2018

O superintendente regional de trabalho e emprego no Tocantins, Celso Cezar da Cruz Amaral Jesus, conseguiu vencer a “queda de braço” contra o senador e o deputado federal, Vicentinho Alves e Vicentinho Júnior, ambos do PR, conseguindo anuência do Ministério do Trabalho, para fechar as agências de Araguatins, Porto Nacional e Dianópolis.  

Sem cortar gastos e regalias na Superintendência Regional em Palmas, Celso já vinha tentando desde o começo de 2017, encerrar as atividades do órgão nas três cidades, inclusive chegando a fazer o anúncio na imprensa, em agosto do ano passado, alegando que o fim dos trabalhos, eram provocados por um corte de mais de R$ 500 mil no orçamento anual. Ele informou ainda que diminuiu contratos e reduziu gastos, mas não conseguiu economizar o necessário, para manter o atendimento em Araguatins, Porto Nacional e Dianópolis.  

Pressionados principalmente por moradores de Porto Nacional, Vicentinho Alves e Vicentinho Júnior, que são moradores do município, tentaram junto ao Ministério, reverter a situação e estiveram pessoalmente no órgão, onde foram recebidos ainda em agosto de 2017, pelo secretário executivo, Antônio Correia, que garantiu aos parlamentares uma suplementação orçamentária para que a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Tocantins viabilizasse a manutenção e funcionamento das três agências.  

Vicentinho Júnior e Vicentinho Alves com diretor executivo do Ministério do Trabalho, Antônio Correia, em agosto de 2017.

Agora, cerca de cinco meses depois, o que valeu foi a posição do superintendente regional, Celso Amaral, em encerrar os atendimentos em Araguatins, Porto Nacional e Dianópolis, conseguindo derrubar o pleito do senador e do deputado, além de reverter junto ao Ministério, a garantia de suplementação orçamentária.  

Os imóveis e toda a estrutura dos escritórios já estão sendo desmontados, além dos funcionários já sendo realocados para Palmas.  

Com o fechamento da agência de Araguatins por exemplo, moradores do Bico do Papagaio que percorriam em média 50 km para atendimento, agora terão de percorrer até 300 km, para Araguaína, onde ficará a unidade mais próxima.

Documento protocolado pelo senador e pelo deputado no Ministério em agosto de 2017.
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