Café Biquito
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Sindicatos esperam que acordos sejam cumpridos por Marcelo Miranda em fevereiro

25 de janeiro de 2016

image

Alguns episódios que ficaram marcados em 2015 foram as greves dos servidores públicos estaduais. O governo do Estado enfrentou quatro período de greves, de categorias diferentes – policiais civis, professores, servidores do Quadro Geral e trabalhadores da saúde-. Como resultado, vários acordos foram firmados com os representantes das categorias, e parte deles deverá começar a ser pagos em fevereiro. Porém, o cenário que transparece do Palácio Araguaia é que os compromissos não serão honrados agora. E o já negociado, talvez tenha que ser renegociado.

Questionado sobre o assunto, o governo do Estado não confirma o pagamento, mas também não nega (veja matéria ao lado). O posicionamento claro do governo é que, em 2016, não terá aumento salarial. Entre os valores previstos para a serem pagos agora, estão os passivos gerados pelo parcelamento da data-base do ano passado e o retroativo das progressões de 2014.

Quadro Geral

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro, a primeira coisa que precisa ficar clara é que parte dos acordos não se trata de aumento de salário, mas apenas pagamentos de passivos gerados pelo parcelamento ou atrasos nas efetivações de direitos dos servidores. “Data-base e progressão são concessões previstas em lei e têm um caráter de revisão salarial e não de aumento ou reajuste de vencimentos”, explicou.

Pinheiro pontuou que agora em fevereiro o governo acordou o início do pagamento do passivo da data-base do ano passado, que foi parcelado em 12 vezes e alcança todos os servidores concursados do Executivo. Também com previsão para o próximo mês, o sindicalista informou que está o retroativo das progressões de 2014, previsto em até seis parcelas, dependendo do valor.

“Pendentes de 2015, temos o retroativo das progressões do ano passado e a efetivação dos servidores que já finalizaram o estágio probatório”, contou. Esses servidores, que já completaram três anos de servidor público, têm direito a progressão horizontal e, com isso, um acréscimo nos salários, mas depende do governador formalizar a conclusão do período.

Polícia Civil

Já antecipando possíveis descumprimentos de acordos, os policiais civis se reunirão em assembleia geral na sexta-feira. Na pauta, o alinhamento salarial da categoria, concedido em 2014, mas anulada por Marcelo Miranda em 2015. A anulação do alinhamento levou os policiais a iniciarem uma greve em fevereiro do ano passado, que foi finalizada após o acordo que o benefício seria concedido em 2016.

“Ficou acertado que se até este mês (janeiro de 2016) a constitucionalidade da lei que concedeu o alinhamento não fosse julgado, o que ocorreu, o governo iria enviar uma nova proposta de lei, com uma nova tabela prevendo o alinhamento salarial”, relatou Moisemar Alves Marinho, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol).

Marinho ressaltou que a Secretaria Estadual de Administração já informou que o governo não tem orçamento para cumprir o acordo. Contudo, ele frisou que não houve um comunicação oficial ao sindicato, que assim poderia tomar medidas. Outro ponto questionado pelo representante dos policiais civis, é que desde o fim da greve (abril de 2015) a categoria tem solicitado uma audiência com o governador, mas até o momento não foi recebida.

Saúde

Na mesma situação, sem comunicado oficial de que os acordos não serão cumpridos e também sem sucesso em conseguir uma audiência com Marcelo Miranda, está o Sindicato dos Médicos do Tocantins (Simed). A presidente da entidade, Janice Painkow, disse que a alternativa encontrada pela categoria foi fazer uma paralisação de advertência dos serviços, marcada para o dia 3. “Isso é para que o governo sente e converse conosco, para encontrarmos uma solução, um encaminhamento para a situação”, argumentou.

Entre as pendências, Janice explicou que o adicional noturno está com duas parcelas atrasadas, assim como a produtividade que não vem sendo paga desde julho de 2014. “Ainda temos o retroativo das progressões – do período de 2010 até 2014 -, o passivo da data-base de 2015, as publicações da lista dos aptos as progressões em 2014 e as gratificações pagas aos médicos que atuam na UTI e atendimentos de urgência e emergência”, relatou.

Os servidores estaduais da Saúde estão em greve há cerca de 50 dias, entre as cobranças, pagamentos do adicional noturno, insalubridade e progressão. Na sexta-feira, os funcionários terceirizados do Hospital Geral de Palmas (HGP) paralisaram suas atividades, nesse caso o motivo é o atraso do pagamento de seus salários pela empresa Litucera.

Além dos benefícios e salários, os servidores da Saúde também cobram melhores condições de trabalho, tais como alimentação adequada e fornecimento de insumos e medicamentos adequados para os atendimentos.

Educação

O representante dos servidores da Educação, José Roque Santiago, informou que o parcelamento do retroativo das progressões de 2013 e 2014 estão atrasadas desde outubro. E destacou que o retroativo da data-base de 2015 está acordado para iniciar o pagamento agora em fevereiro.

Roque, que preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), frisou que o governo precisa pagar as progressões de 2015 e de 2016 e detalhou que o combinado é iniciar o pagamento do retroativo referente à progressão do ano passado a partir de agosto deste ano.

“A nossa expectativa é que o governo cumpra com os direitos dos trabalhadores, e é um deles a data-base de 2016”, disse Roque. Ele questiona o argumento do governo de que não há dinheiro em razão do aumento do orçamento dos outros poderes.

“Vamos esperar o retorno das aulas para iniciar as mobilizações, fazer as assembleias, fazer um balanço e a categoria irá decidir como faremos”, ressaltou, sem descartar a possibilidade de uma greve. (Jornal do Tocantins)

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

Show de Israel Novaes, em Imperatriz-MA, vira caso de polícia

Próxima história

Em Marabá-PA, moradores da Invasão da Folha 8 devem ser despejados nos próximos dias