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Segunda rodovia mais perigosa do País fica no sul do Pará

16 de maio de 2011

Várias rodovias e estradas que ligam os municípios do sul e sudeste do Estado estão em péssimas condições de conservação. Dentre os casos mais críticos estão as rodovias BR-230, bastante esburacada no trecho entre Marabá e Brejo Grande do Araguaia e entre Marabá e Itupiranga. Não há pavimentação na PA-235, no município de Santa Maria das Barreiras; na PA-411, em Santana do Araguaia e no trecho de 105 quilômetros da PA-449, que liga Conceição do Araguaia a Floresta de Araguaia. A situação também é critica em alguns trechos da PA-287, às proximidades da cidade de Cumaru do Norte, principalmente em 78 quilômetros a partir da BR-158.

Na rodovia PA-237, que liga Santa Maria das Barreiras à PA-287, mais de 100 quilômetros de estrada estão intrafegáveis. A Secretaria de Obras do Pará garantiu que a recuperação dos pontos mais críticos será iniciada em breve. Outros casos igualmente graves se verificam na BR- 153, entre os municípios de São Domingos do Araguaia e São Geraldo, Palestina do Pará e Brejo Grande do Araguaia e Vila Santana. Na PA-150, no trecho entre Rio Maria e Eldorado do Carajás, já houve inúmeros acidentes com vítimas fatais. A rodovia aparece em 2º lugar no ranking das 10 piores estradas pavimentadas do Brasil.

A PA-287, principal elo entro os municípios do sul e sudeste do Pará, que se inicia em Conceição do Araguaia e termina na entrada da reserva indígena Kaiapó, em Cumaru do Norte, continua sendo uma das rodovias mais perigosas da região. Para os usuários da estrada, a maioria caminhoneiros, gaioleiros e condutores de transportes alternativos, a situação piora muito na fase aguda do inverno. A pista fica interditada por dias e até mesmo semanas seguidas por causa dos atoleiros. No período das fortes chuvas, a estrada gera engarrafamentos quilométricos.

A primeira parte da PA-287, entre Conceição do Araguaia e Redenção, está com o asfalto deteriorado e as pontes são estreitas demais. Já de Redenção a Cumaru do Norte, apenas 18 quilômetros estão pavimentados. O restante da estrada é de chão batido. Na rodovia estadual, poeira e buracos predominam no verão e lama e atoleiros tornam a estrada intrafegável no inverno. (O Liberal)

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