Café Biquito
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Secretário de Finanças de Marabá alerta para gastos na Prefeitura de Mabará

30 de janeiro de 2014

Sem título

Na tarde desta quarta-feira, 29, o secretário de Finanças de Marabá, Pedro Lima, reuniu a imprensa para comunicar que emitiu alerta ao prefeito João Salame Neto sobre a evolução dos gastos com pessoal no ano de 2013. Estiveram presentes também o procurador geral do município, Alexandre Lisboa, o secretário de administração Ademir Martins e a consultora contábil Suzana Reis.

Segundo as contas apresentadas por Lima, a folha de pessoal da Prefeitura de Marabá atingiu, no último quadrimestre do ano passado, o percentual de 53,9% da Receita Corrente Líquida – RCL, ultrapassando o limite prudencial fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal que é 51,3 % da RCL.

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao ultrapassar o limite prudencial o município já começa a sofrer limitações de natureza administrativa. Entre outras coisas, não pode realizar provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, conceder horas-extras, ampliar benefícios ou oferecer reajustes salariais que excedam a reposição das perdas inflacionárias. De acordo com seu art. 22, se a despesa com pessoal exceder 95%

O quadro fica pior caso o limite legal, fixado em 54% da RCL, seja ultrapassado. Neste caso o município teria sérios problemas. Caso o município ultrapasse o limite legal determinado pela LRF, a gestão terá dois quadrimestres para eliminar o percentual excedente e, caso não reduza os gastos no prazo estabelecido, o município será impedido de receber transferências voluntárias, obter garantias diretas ou indiretas de outros entes ou contratar operações de crédito.

Essa situação poderia ter sido evitada com a gestão responsável dos gestores anteriores, conforme certidão do Tribunal de Contas do Município (TCM), esse limite prudencial já havia sido ultrapassado em 2011 e 2012.

“Mas, ao invés de reduzir despesas, o governo passado expandiu sem controle e sem responsabilidade. Por exemplo, a receita do Fundeb de 2011 a 2013 aumentou em torno de 20%, a despesa de pessoal da educação aumentou mais de 90%”, explicou o secretário municipal de administração, Ademir Martins.

Como a gestão anterior ainda não remeteu ao TCM a prestação de conta do 3º quadrimestre de 2012, somente agora, no fechamento de 2013, puderam ser consolidados os dados referentes a um exercício completo. Vale lembrar, que essa prestação de contas da gestão anterior está sendo requerida tanto pelo TCM quanto pela Controladoria do Município.

O prefeito João Salame teve ciência do alerta enviado pela Secretaria de Finanças e, nas próximas semanas, anunciará um conjunto de medidas para enxugar a folha do município. (Zé Dudu)

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

Empresários de Parauapebas formatam AGE par discutir calote da D’ Service

Próxima história

Prevendo irregularidades MP emite recomendação ao PROS