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PT discute no próximo domingo, dia 1ª, se continua ou não com Marcelo Miranda

24 de abril de 2016
donizete nogueira
Senador Donizete acha que governo de Marcelo é o resultado de um conjunta de forças

Depois da posição das deputadas estaduais Josi Nunes e Dulce Miranda (também primeira-dama do Estado), ambas do PMDB, em votar favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PT disse que iniciaria uma discussão sobre o apoio ao governador Marcelo Miranda (PMDB). O PT fará uma reunião ampliada do Diretório Estadual no próximo domingo, em Palmas, horário e local ainda estão sendo definidos.

Na última segunda-feira, o PT manifestou, por meio de nota, que se sentia traído pelas deputadas Dulce e Josi “que preferiram abraçar o golpe, ao invés de ficar do lado do povo e da democracia”, diz trecho da nota. O PT ainda acrescentou: “ Sem nós, Marcelo Miranda não teria ganhado as eleições. Não estamos neste governo de favor”.

O PT participou da coligação que elegeu Marcelo. Mas, a aliança entre os dois partidos no Tocantins vem desde 2010 no âmbito estadual. (Confira quadro abaixo)

A sigla da presidente e a própria Dilma tiveram uma participação na resolução do conflito interno do PMDB, que iniciou em 2012, chegando a ameaçar a candidatura de Marcelo em 2014. A aliança que levou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para o PMDB também garantiu que o grupo de Marcelo tomasse o controle do partido, que estava sob o comando do Júnior Coimbra. (Detalhamento do conflito no quadro abaixo)

PT

O presidente estadual da sigla, Júlio César Brasil, disse que está na pauta da reunião do dia 1º a discussão sobre a participação do PT no governo estadual. Ele explicou que não é um rompimento com o PMDB no Tocantins, mas um momento de reflexão.

O senador Donizeti Nogueira (PT) destacou que o governo de Marcelo é o resultado de um conjunta de forças, que inclui o seu carisma, mas também os apoios dos PT, PSD e PV. “Não tenho claro ainda qual posição o PT deve tomar”, disse.

O deputado estadual Paulo Mourão (PT) defendeu que não é o momento para debater isso, que é preciso aguardar a conclusão do impeachment no Senado e que qualquer decisão agora seria prematuro. Já o deputado estadual Zé Roberto (PT) classificou que a posição de Josi e Dulce reflete a falta de compromisso das parlamentares e do governo do Estado com o PT. (Com informações do Jornal do Tocantins)

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