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Projeto da Emater recupera seringais nativos em ilha do Rio Xingu

5 de junho de 2012

Seringais nativos da Ilha Grande do Itapuama, localizada à margem esquerda do Rio Xingu, no oeste do Pará, estão sendo recuperados graças a um projeto desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), por meio do escritório local de Altamira, na Rodovia BR-230 (Transamazônica).

O trabalho atende a 80 famílias ribeirinhas, que passam por um processo de organização e capacitação, visando a elaboração de projetos de custeio. Com os projetos, elas terão acesso a vários benefícios, como crédito, por meio do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf).

 

Localizada em uma área pouco explorada, a Ilha Grande concentra seringueiras centenárias, preservadas pelas famílias há várias gerações. Por serem nativas, as árvores são resistentes a pragas, se tornando um excelente material para pesquisas.

São cerca de 300 mil árvores, com produção estimada de 1 quilo de borracha por seringueira, comercializado a R$ 2,40 o kg. O látex extraído em Altamira, após beneficiado, abastece indústrias dos Estados do Maranhão e de São Paulo.

O Pará é o terceiro maior produtor de borracha do Brasil, e a Emater deverá inserir nas áreas já abertas no Itapuama novos clones de seringueiras. As sementes serão fornecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo Joabe Santos, técnico da Emater e um dos coordenadores do projeto, entre as orientações repassadas aos seringueiros está o manejo adequado das árvores. O objetivo é aumentar em pelo menos 30% a produção de látex. “O manejo garante o acesso às seringueiras. Por serem nativas, não há controle de espaçamento entre as árvores, o que dificulta a retirada do produto”, informou o técnico.

Como a produção de borracha se concentra entre junho e janeiro, a Emater capacita os ribeirinhos para o período de entressafra, já que eles também trabalham com a pesca artesanal. “A meta é criar uma cooperativa de pescadores, a fim de comercializar o produto direto com o consumidor, eliminando a figura do atravessador e capitalizando as famílias”, disse Joabe Santos.

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