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Polícia e gerentes de casas noturnas de Marabá discutem normas

19 de janeiro de 2012

Uma reunião realizada na Superintendência Regional da Polícia Civil do Sudeste do Pará entre representantes das polícias Civil e Militar, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e proprietários de bares e casas noturnas de Marabá teve como finalidade reiterar o que pode e o que não pode quando o assunto são festas noturnas.

Segundo o superintendente, delegado Alberto Teixeira, o objetivo é dar continuidade à integração das leis que devem ser seguidas com a conduta dos donos dos estabelecimentos, visando à segurança daqueles que frequentam as casas de show e bares. “A finalidade é que a gente chegue a um denominador comum no qual os proprietários possam ter o negócio deles, e nós, da polícia, tenhamos o controle para que sejam obedecidas as portarias em relação à entrada de crianças e adolescentes, horários de funcionamento e venda de bebidas alcoólicas.  Isso é importante porque mediante esse controle observamos diminuição da criminalidade”, declarou.

Para ele, a convivência entre polícia e estabelecimentos pode acontecer de forma parceira e racional, sendo bom para todos: órgãos de segurança, proprietários de estabelecimentos, para quem quer se divertir e para a sociedade como um todo. “Se, por acaso, houver um desrespeito as nossas portarias, aí,, sim a gente coíbe, não libera alvará, e estabelecimentos serão fechados. Só que esse não é o objetivo da polícia. No último ano, firmamos uma parceria salutar; agora em 2012, queremos continuar vivendo de forma harmônica”, destacou.

Recomendações

As principais recomendações da polícia são em relação ao horário de funcionamento, que varia de acordo com o dia da semana. Nas quintas, sextas ou sábados, as casas podem estender o atendimento até as 4 horas, mas de domingo a quarta o funcionamento pode acontecer apenas até a 1 hora. Com relação à permanência de crianças e adolescentes, o delegado foi claro informando que eles só podem adentrar nesses estabelecimentos desde que estejam acompanhadas de seus responsáveis legais. “Em hipótese alguma é permitida a venda ou o consumo de bebidas alcoólicas entre menores, ainda que acompanhados dos responsáveis”, esclareceu.

Outro fator discutido foi a questão da poluição sonora. “Queremos que todos cumpram as determinações e respeitem o decibelímetro a ser utilizado nas festas para não incomodar a vizinhança”, destacou o superintendente. De acordo com ele, as fiscalizações que já vêm ocorrendo, deverão ter continuidade durante os patrulhões. “Fazemos incursões para fiscalização de bares, boates e motéis. Isso acontece em todas as operações que são realizadas com o apoio de outros órgãos”, finalizou. (Luciana Marshall-Correio Tocantins)

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