Café Biquito
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Paraenses fazem manifesto contra a reforma do ICMS em debate no Senado

14 de maio de 2013

16185_img_4971A Sociedade civil paraense se manifestará através de um documento aos senadores contra a reforma das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), que está sendo debatiuda no Senado Federal e que deixa o Pará em estado de desvantagem em relação a outros estados da região Norte nas transações interestaduais.

O assunto foi pauta da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do Pará (CDE) na manhã desta segunda-feira (13). A reunião extraordinária para discutir a situação do Pará foi presidida pelo vice-governador Helenilson Pontes e reuniu representantes do Governo do Estado, sindicatos, forças sindicais e federações do comércio e indústria.

O documento, que será escrito pelos representantes da sociedade civil e setores produtivos, será levado à Brasília pelo vice-governador, que estará no Senado Federal nesta terça-feira, 14, quando serão retomadas as discussões na Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a Medida Provisória 599/2012. Na quinta-feira (9), a reunião foi cancelada graças à mobilização coordenada pelo governador Simão Jatene, Helenilson Pontes e o senador Fernando Flexa Ribeiro.

A estratégia do Governo, explicou Helenilson Pontes aos conselheiros do CDE, é manter no texto da medida provisória do senador Walter Pinheiro as duas Áreas de Livre Comércio no Pará, em Barcarena e Santarém, solicitadas pelo senador Flexa Ribeiro. “Esta é uma questão que deve envolver toda a sociedade paraense, pois se for aprovada atingirá a economia do Estado nos próximos 20 a 30 anos e dificilmente será revista pelo Governo Federal”, comentou Helenilson aos conselheiros.

Em resumo, o relatório da reforma das alíquotas do ICMS aprovada na CAE do Senado estabelece que seja definida alíquota de 7% para as transações de produtos dos estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo em direção aos estados das regiões Sul e Sudeste. Porém, ficariam de fora dessa regra a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio do Norte, que mantiveram alíquota de 12%. Como apenas o Pará não possui áreas com tributação especial, o Estado acabaria prejudicado. Por isso, a inclusão de duas ALCs no Pará via Medida Provisória seria uma forma de garantir que o Estado tenha competitividade frente aos demais da região Norte, caso o texto da CAE seja aprovado em plenário na próxima semana.

Participaram da reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Pará (CDE) e assinaram o documento ao Senado Federal, representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Central Geral dos Trabalhadores (CGT-PA), Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), Pretorado de Reitores, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomercio) e Forças Sindicais.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

Concurso do Quadro Geral tem mais 574 nomeados

Próxima história

Sorteados do Minha Casa, Minha Vida reclamam de demora na entrega de imóveis