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PARÁ: Belém, a Feliz Lusitânia dos trópicos completa 395 anos

12 de janeiro de 2011

Neste 12 de janeiro, Belém comemora 395 anos de fundação. Como uma jovem senhora, de origem colonial, mas com raízes culturais e étnicas que primam pela diversidade, a capital paraense caminha para completar quatro séculos de existência. A “Feliz Lusitânia” do capitão mor português Francisco Caldeira Castelo Branco, erguida às margens das águas da Baía do Guajará e do Rio Guamá, já foi referência brasileira para a Europa, usufruindo da riqueza que jorrava dos seringais.

Sobrevivendo aos sabores e dissabores de ciclos econômicos, chegou ao século XXI com ares de cidade grande, abrigando mais de 1,2 milhão de habitantes, que se espalham pelos inúmeros bairros de sua parte continental e pelas 55 ilhas que formam sua bela e ainda preservada parte insular, na qual a estrela principal é a bucólica Mosqueiro.

Tendo como marco inicial o Forte do Presépio, Belém – conhecida além fronteiras como “Cidade das Mangueiras” -, já foi chamada de Santa Maria de Belém do Grão Pará. Ao longo de sua existência, foi teatro de guerra com a insurreição dos cabanos, e há mais de 200 anos se prepara com esmero para, em outubro, encher suas ruas de homenagens a Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira do Pará.

Belém também foi a cidade escolhida pelo arquiteto italiano Antonio José Landi para imprimir a marca de seu talento na arquitetura amazônica. Há mais de 100 anos abriga o Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição científica reconhecida em todo o planeta, e também é referência na área de pesquisa científica com o Instituto Evandro Chagas.

Oferece a seus habitantes e visitantes um roteiro turístico surpreendente e eclético. Desde a mais famosa feira livre do Brasil – o Ver-o-Peso -, com seu festival de aromas, cores e sabores, e personagens que fazem de seu cotidiano único na cidade, a cidade oferece o contato direto com a natureza no Bosque Rodrigues Alves, na orla de Icoaraci, na Estação das Docas, no Feliz Lusitânia, Mangal das Garças e na Casa das 11 Janelas; a beleza das gemas, joias e artesanato paraenses no Espaço São José Liberto; acervos importantes no Museu de Arte Sacra e no Museu Histórico do Pará (instalado no Palácio Lauro Sodré); o charme das centenárias mangueiras e da chuva da tarde, que mesmo mudando de horário não deixa de manter a tradição.

Pela capital do Pará ecoam ainda o ritmo inconfundível do carimbó, os acordes da música erudita, a efervescência do rock, a criatividade da música instrumental e o som dançante das guitarradas e do tecnobrega. Terra de músicos, poetas, literatos e filósofos, Belém é a cara de seu povo – brejeira, alegre, acolhedora. Quente e úmida como os trópicos; com problemas urbanos inerentes às metrópoles, mas sempre disposta a se reinventar.

É esta Belém de 395 anos, ainda engatinhando na linha do tempo, que se prepara para mais uma festa.

Uma comemoração para a qual todos os paraenses estão convidados, e que acontecerá na Estação das Docas e no Píer da Casa das 11 Janelas.

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