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Outro ninho de gavião-real é mapeado na APA Araguaia

8 de janeiro de 2013

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) catalogaram outro ninho de Gavião-real (Harpia harpyja) no interior da APA Araguaia em dezembro. O achado está localizado a seis quilômetros da vila Santa Cruz dos Martírios, que fica a 45 quilômetros da sede urbana de São Geraldo do Araguaia. Já são cinco ninhos da ave rapineira catalogados e monitorados no município, em menos de dois anos. A expectativa dos pesquisadores é de que possam existir mais ninhos na região.

O ninho da Harpia, construído na forquilha principal de uma castanheira de 40 metros, está a 32 de altura do solo, e mede 1,50×1,90m de diâmetro. O abrigo do Gavião-real foi descoberto por um morador da região em 2006 quando a ave atacou o cachorro da propriedade.

De acordo com Helena Aguiar, pesquisadora do Inpa, há muitas possibilidades de existirem mais ninhos de Gavião-real na APA Araguaia. Para ela as características da vegetação local favorecem a reprodução da ave. “A existência de ninhos de Harpia nesta região é mais um nobre motivo para manter protegida a mata”, adverte Helena, destacando que, com apoio da equipe do Inpa, foram descobertos e monitorados cinco ninhos de Harpia no período de um ano na região, dois na APA Araguaia e três na Terra Indígena Suruí-Sororó.

Para registrar o ninho o escalador, Olivier Jaudoin subiu na árvore, fotografou e constatou que o abrigo está pronto para receber o ovo. Ele acrescenta que o ninho da Harpia está cheio de galhos verdes e outras características que evidenciam o período de cortejo do casal de rapineiras. Olivier ficou encantado com a paisagem que viu no dossel da castanheira. “É uma visão muito linda. Da copa da árvore você pode contemplar a beleza do Rio Araguaia. É deslumbrante o cenário observado de onde está o ninho da Harpia”, exalta o escalador.

Para a coordenadora do projeto em São Geraldo do Araguaia, a Zootecnista Giselle Leandro, o trabalho tem sido gratificante. Ela explica que após as ações de educação ambiental sobre a Harpia harpyja realizadas nas comunidades da APA Araguaia, os moradores estão mais conscientes sobre a importância da preservação da espécie.

“Durante as primeiras palestras sobre a Harpia, muitos moradores repudiavam a iniciativa do projeto. Eles até confessavam ter matado a ave para alimentação ou simplesmente por curiosidade. Felizmente, aos poucos, estamos conscientizando as pessoas da comunidade sobre a importância de preservar a espécie. Muitas pessoas já procuram membros da equipe para informar sobre possíveis ninhos em árvores da região”, esclarece Giselle Leandro.

Durante a expedição em São Geraldo do Araguaia, a equipe visitou três ninhos: dois na APA Araguaia e o outro na Terra Indígena Suruí-Sororó, mapeado em janeiro de 2012.

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