Café Biquito
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Desequilíbrios financeiro do governo Siqueira/Sandoval deixa TO em dificuldades

9 de fevereiro de 2015

O exercício financeiro de 2014 do governo do Estado fechou acima do limite legal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)que é 49%. O Executivo utilizou 50,93% da Receita Corrente Líquida (RCL), R$ 3,7 bilhões, quando o máximo permitido era de R$ 2,9 bilhões.

Um dos grandes desafios é enquadrar os gastos com pessoal abaixo de 49%. Em 2013, o exercício fechou com 51,69% de gastos da RCL com folha de pagamento. A LRF prevê que o governo precisa eliminar o gasto excedente nos dois quadrimestres posterior ao desenquadramento. Tendo em vista que o Estado está acima do limite desde setembro, o prazo para o Executivo termina em abril.

A lei prevê que o Executivo, para garantir o reenquadramento dos gastos, poderá extinguir cargos e funções e é permitida a redução temporária da jornada de trabalho com redução salarial. Caso não seja alcançado o reenquadramento dentro do prazo, o Executivo fica impedido de receber transferências voluntárias, obter garantia de outro ente e contratar operações de crédito.

Pendências

No relatório encaminhado à Assembleia Legislativa na última terça-feira, o governador Marcelo Miranda frisou que recebeu a gestão com a folha de pagamento de dezembro em atraso e com R$ 8,8 milhões que deveriam ter sido repassados aos municípios, referentes às transferências legais do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Tributos

No último ano o Estado arrecadou R$ 2,4 bilhões, 12,5% a mais que em 2013, que teve uma receita tributária de R$ 1,9 bilhão. O líder de arrecadação é o ICMS que contabilizou um crescimento de 15,25%, um montante de R$ 1,6 bilhão. O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens (ITCD), apesar de ter arrecadado um montante de apenas R$ 12,9 milhões, teve o melhor crescimento em comparação com o ano anterior, 47,8%. O tributo que registrou o menor desempenho, 2,2%, foi o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que somou um volume de R$ 324,8 milhões.

Transferência

Por outro lado, os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) teve uma frustração de receita de R$ 248 milhões.

Todos os repasses do fundo para o Tocantins somam de R$ 2,5 bilhões, que representou 70,6% das transferências recebidas pelo governo do Estado.

Outro número negativo foi os recursos recebidos por meio de convênios. A LOA 2014 previa o repasse de R$ 77,7 milhões para o Estado, porém foram repassados apenas R$ 13,1 milhões, 83,09% a menos que o planejado.

Balanço

O Executivo, desde 2010, ultrapassou o limite prudencial (46,55%) em gasto com pessoal, sendo que nos dois últimos anos (2013 e 2014) fechou o exercício acima do limite legal (49%).

Outro gargalo apontado é o baixo investimento. Nos últimos dez anos o percentual do orçamento investido caiu de 26,46% para 10,73%. O Orçamento previa R$ 2 bilhões em investimentos, mas foram executados R$ 860,1 milhões, o que representa 42,9% do previsto.

Os recursos destinados para obras, construções e aquisições de móveis e imóveis têm diminuído nos últimos anos. Em 2003, 35,47% foram destinados para investimentos, no ano seguinte o percentual caiu para 26,46%. Em 2005, teve um crescimento, chegando ao percentual de 27,83%.

Os anos com os menores índices de aplicação de recursos na área de investimento foram 2011 com 10,38%; em 2012, 9,47%; e 2013, 9,72%.

Os dados são provenientes de levantamento feito a partir de prestações de contas publicadas no Diário Oficial do Estado. (Com informações do Jornal do Tocantins)

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

Governo do MA anuncia seletivo com 500 vagas para policiais reservistas

Próxima história

Sandoval afirma que já assumiu Governo do TO com dívidas