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segunda-feira, junho 15, 2026
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No Tocantins, pai descobre no celular do filho conversas sexuais com adulto e leva ao indiciamento do suspeito

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A Polícia Civil do Tocantins concluiu as investigações e indiciou W.O.V., 22 anos, residente em Formoso do Araguaia, por uma série de crimes sexuais praticados contra adolescentes do sexo masculino. O suspeito está preso desde janeiro de 2026, quando foi detido em flagrante. O caso veio à tona depois que um pai encontrou no celular do próprio filho conversas de cunho sexual trocadas com o investigado via WhatsApp — descoberta que acionou a 84ª Delegacia de Polícia Civil local e desencadeou uma apuração que revelou um esquema muito mais amplo do que o episódio inicial sugeria.

Conforme apurado pelo delegado Victor Lazaro Ulhoa, responsável pelo caso, W.O.V. mantinha contato simultâneo com múltiplos adolescentes, todos conhecidos seus, e seguia sempre o mesmo roteiro: iniciava a abordagem por aplicativo de mensagens, conduzia gradualmente a conversa para conteúdo sexual, solicitava a produção e o envio de vídeos e fotos íntimas e oferecia pagamento via Pix pelo material. A análise pericial do celular apreendido, realizada pelo Núcleo Especializado de Computação Forense da Polícia Científica do Tocantins, confirmou a existência de extenso acervo de conteúdo pornográfico envolvendo as vítimas, além de registros de combinação de encontros sexuais presenciais e exigências de sigilo. “O investigado se valia de relações de amizade e confiança prévia para abordar as vítimas, utilizava o dinheiro como instrumento de coerção e ainda apagava suas próprias mensagens durante os diálogos, demonstrando plena consciência da ilicitude das suas condutas”, afirmou o delegado.

Diante da extensão e gravidade dos fatos comprovados, W.O.V. foi indiciado pelos crimes de produção, transmissão e armazenamento de pornografia infantil, aliciamento de adolescentes para a prática de atos libidinosos e exploração sexual de menores de 18 anos mediante remuneração — condutas tipificadas no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para que o Ministério Público avalie o oferecimento de denúncia criminal. Por se tratar de crimes praticados contra adolescentes, o processo tramita em segredo de justiça, e a identificação das vítimas por qualquer meio é expressamente vedada pelo ECA, sob pena de responsabilização penal e civil.

O caso reforça a importância dos canais oficiais de denúncia disponíveis à população. Situações de violência ou abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser reportadas pelo Disque 100, serviço gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Pais e responsáveis são orientados a manter um diálogo aberto com os filhos sobre segurança digital e a monitorar, com equilíbrio e respeito, o uso de aplicativos de mensagens — ambiente que, como demonstra este caso, pode ser explorado por predadores que se valem justamente da confiança prévia para se aproximar das vítimas.

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