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Municípios do Bico podem solicitar gratuitamente remédio utilizado no tratamento da toxoplasmose

17 de março de 2020

Os Municípios podem obter remédios para o tratamento de toxoplasmose de maneira gratuita. É que o medicamento sulfadiazina, utilizado no tratamento, está sendo doado pelo Ministério da Saúde. Os lotes do medicamento disponibilizados têm validade entre os meses de junho e outubro deste ano e são de embalagens com 500 comprimidos por caixa.

A entrega dos medicamentos será feita diretamente aos Municípios. Para tanto, os gestores devem preencher o formulário FormSUS até o dia 30 de março, indicando o endereço para entrega.

O Ministério da Saúde centraliza a aquisição da sulfadiazina, sendo distribuída aos Estados e ao Distrito Federal desde 2018. Porém, a pasta notou que os pedidos tiveram uma queda considerável e que muitos Municípios estavam comprando o medicamento ao invés de solicitar ao Estado que fizesse o pedido para o Ministério.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que ao solicitar o medicamento em questão, o Município avalie as condições de distribuição com base na notificação, devido ao prazo curto de validade, evitando assim, armazenamento de lotes prestes a vencer. Além disso, a entidade reforça que é importante que seja discutido com o Estado a necessidade de reformulação da logística de aquisição, armazenamento e distribuição de todos os medicamentos, reduzindo assim, a duplicidade de recebimento ou aquisição por parte dos Municípios de insumos que são de responsabilidade do Ministério da Saúde.

O medicamento utilizado no tratamento da toxoplasmose compõe a Ralação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (Rename), conforme publicação da Portaria 1.897/17.

Transmissão

O protozoário de nome Toxoplasma gondii é o responsável pela infecção da toxoplasmose, este protozoário é encontrado nas fezes de gatos e outros felinos. Contrai-se a toxoplasmose ao ingerir água ou qualquer alimento contaminado. Os casos agudos possuem baixa incidência e tem cura, mas o parasita continua no organismo da pessoa e pode se manifestar ou não em outros momentos, com diferentes tipos de sintomas.

Quanto à infecção crônica, a taxa de incidência é considera baixa até os cinco anos de idade, e começa a sofrer um incremento a partir dos 20 anos. Normalmente a pessoa infectada pela primeira vez não apresenta sintomas e, por isso, não precisa de tratamento específico.

A doença em outros estágios, no entanto, pode trazer complicações, como sequelas pela infecção congênita (gestantes para os filhos), toxoplasmose ocular e toxoplasmose cerebral em pessoas que têm o sistema imunológico debilitado, como transplantados, pacientes infectados com o HIV ou em tratamento oncológico.

Sintomas

Os sintomas da toxoplasmose são variáveis e associados ao estágio da infecção, (agudo ou crônico). Normalmente são leves, similares à gripe, dengue e podem incluir dores musculares e alterações nos gânglios linfáticos. As gestantes infectadas podem sofrer aborto ou a criança nascer com icterícia, macrocefalia, microcefalia e crises convulsivas. Aproximadamente 85% dos recém-nascidos notificados com toxoplasmose não apresentam sinais clínicos evidentes, mas podem apresentar alterações como restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, anormalidades visuais e neurológicas.

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