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Fornecimento de energia elétrica em Parauapebas será potencializado

14 de outubro de 2013

“Hoje Parauapebas passa por uma situação critica no setor energético”. Assim afirmou o engenheiro elétrico Ricardo Borges, engenheiro eletricista da empresa Sistema de Montagens e Engenharia Ltda (SME) -, responsável pela duplicação do sistema no perímetro urbano de Parauapebas, em entrevista em Parauapebas.

Ele diz que, de acordo com a empresa concessionária de energia elétrica, a previsão é de que após o mês de dezembro a situação no fornecimento de energia elétrica ficará insustentável, podendo chegar a um colapso, motivo que levou à construção de uma linha com 138 KV (138 mil volts) com estrutura de concreto no perímetro urbano sustentando postes com altura mais elevada, o que causará um impacto mínimo, levando em conta que hoje Parauapebas é alimentado por duas entradas de 34,5 KV. A rede ligará as subestações Carajás, no bairro Palmares, à Subestação Parauapebas, no bairro Beira Rio. “O novo sistema contará com dois alimentadores de 30 MVA (Mil Volts Amperes). Esta é a medida adequada para suprir a necessidade energética do município que já está no gargalo”, admite Ricardo, prevendo que a potencialização será suficiente para muitos anos seguintes, mesmo levando em conta o acelerado crescimento populacional do município.

Ricardo detalhou ainda que o sistema elétrico de Parauapebas hoje trabalha com a sobrevida do transformador que trabalha extremamente sobrecarregado, o que ocasiona interrupções diárias no fornecimento, quedas frequentes de energia com consequências desastrosas como a queima de equipamentos elétricos e a perda de produtos que necessitam ser mantidos em baixas temperaturas.

O mau fornecimento de energia elétrica tem sido motivo de protestos e reivindicação da população que sofre os danos há muitos anos. Recentemente em Canaã dos Carajás a rodovia PA 160 foi interditada pedindo a melhora os serviços. O mesmo já ocorreu no perímetro urbano de Parauapebas, uma delas na Rua Marabá, onde comerciantes cansados dos intensos prejuízos e moradores que não podiam usar equipamentos como ar condicionado e geladeira, pediam providências à concessionária. (Francesco costa)

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