Café Biquito
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Café Biquito
Active Gym Fitness

Estado pode revitalizar casarões com importância histórica em Belém

23 de outubro de 2012

Os casarões seculares são exemplos de patrimônio que ajudam a contar a história de uma cidade. Em Belém, eles estão espalhados pelo centro e são protegidos por órgãos como o Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Dphac), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), segundo o qual mais de 40 bens são tombados, entre imóveis, peças e logradouros.

Apesar da importância para a identidade histórica da cidade, muitas vezes os donos abandonam os imóveis. No dia 14 deste mês, um casarão localizado na praça General Magalhães, no bairro do Reduto, pegou fogo. O incêndio que acabou consumindo parte da construção teria sido provocado por moradores de rua próximas.

Embora o casarão não seja diretamente tombado pelos órgãos de proteção ao patrimônio, a diretora do Dphac, Thaís Toscano, explica que o imóvel está localizado na área de entorno de um prédio tombado – o Batalhão da Polícia Militar – e é um prédio de interesse de preservação. Por conta disso, na última semana, o Dphac encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) solicitando a identificação do proprietário.

O Dphac vai propor ao dono do casarão alternativas de revitalização do prédio. Além da proteção estadual, o imóvel também está inserido em uma área de proteção nas esferas municipal, através da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), e federal, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Estado também aguarda o resultado da avaliação do Corpo de Bombeiros, que foi ao local para fazer uma perícia após o incêndio e emitir um laudo, no próximo mês, que aponte as causas. Com o abandono do imóvel, moradores do entorno chegaram a afirmar que a casa servia de ponto para o consumo de entorpecentes.

Para a preservação de bens como o casarão, Thaís Toscano afirma que um acordo de corresponsabilidade é firmado entre os órgãos de proteção e os donos dos imóveis, assegurando mecanismos de incentivos e isenções à preservação do espaço. No âmbito estadual, por exemplo, o proprietário pode pleitear benefícios por meio da Lei Semear. Outros incentivos, como a redução ou isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), também podem ser requeridos.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
História anterior

STF fará conciliação para resolver conflitos de terras

Próxima história

Siqueira demite comandante geral da PM